segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ela voltou!

Boa noite!

Hoje estou com humor negro. Não consegui chorar. Então fiquei engraçadinha. Depois de uma semana sem vomitar, lá fui eu para a minha amiga privada. Ela sempre me consola e me alivia. Comecei a compulsão às seis horas da tarde e às oito e meia da noite parei, porque não aguentei mais. Como já aprendi que alimentos pastosos e líquidos são mais fáceis de serem vomitados, me entupi de leite, iogurte e mamão-papaia amassadinho. No início, adoçava com adoçante. Minha nutricionista me deu essa dica: quando a compulsão vier, não utilize açucar. Mas, estava sem graça. Eu queria algo bem mais doce! Então passei para a açucar. Muuuita açucar! Entre os alimentos salgados, me entupi de pão integral com requeijão. No final, como já tinha cedido à açucar, cedi também à manteiga e ao queijo prato. E bebi coca-cola zero pra umidecer o pão. Ai, queridinhos, depois de duas horas comendo sem parar, sem um minuto de descanso, uma coisa doce, outra salgada, uma doce, outra salgada, não aguentei. Corri para o banheiro quase vomitando no meio do caminho. Foi a conta de abrir a tampa da privada. Nojento, né?! Mas estou acostumada. Falar disto já não me causa tanto nojo. O que é mais nojento vem agora. Depois de vomitar, comecei a espirrar igual uma louca. Quando observei o muco que eu estava espirrando, vi pedaços de mamão lá. Olha que beleza! E não é a primeira vez que isso acontece. Ontem, depois de vomitar, comecei a espirrar a carne moída que eu tinha comido. Hahahaha. Isso sim é nojento. Espirrar carne moída é nojento! Deve ser por isso que fico com a impressão de que estou cheirando vômito. É porque, quando vomito, alguma coisa vai para o nariz. Ô Deus! A situação só piora. O Senhor só pode tá de sacanagem pra cima de mim! "Tá ruim agora? Calma, que depois piora!". Aff!

Sábado, foi aniversário da minha mãe. Salgadinho, refrigerante, torta de frango, churrasco. Estava louca para ficar lá e devorar tudo que eu conseguisse. Mas fui mais forte que a compulsão e resolvi sair para uma boite. Cheguei lá, ai Jesus! De novo bateu aquele sentimento de inferioridade. Comecei a reparar nas mulheres, que estavam todas bem produzidas, usando vestidos ou shorts e muito bem maquiadas. Se eram feias ou não, não importava. O que importava era que a maquiagem estava fazendo muito bem o trabalho dela. E eu lá, na minha calça jeans, produção mais ou menos, porque não sei maquia direito, unha sem fazer, ah, tava mal arrumada em comparação às outras. O pior, estava de calça jeans e elas de pernas de fora. Isso me encomoda tanto. Detesto minhas pernas. Odeio aquela dobrinha de gordura que dá no joelho! Aff! Mas mesmo assim, meu sonho é poder usar um vestido e não ter vergonha das minhas pernas.

Bebi pra ver se o sentimento de inferioridade passava. Não passou e eu comecei a lembrar dos salgadinhos da festa da minha mãe. Ô desperdício de dinheiro! Ao invés de gastar o dinheiro da boite em comida, gastei em um lugar que eu me sentia mal, como o patinho feio no meio dos cisnes. Não sei pra quê que eu continuo frequentando esses tipos de lugares. Vou parar também. Tô de saco cheio já! Como durmi na casa da minha tia nesse dia da boite, não teve jeito de eu descontar minha frustração na comida e depois vomitar. Mas, quando voltei para casa, a primeira coisa que eu fiz, advinhem? É, isso mesmo! E ainda espirrei carne moída! Hahahaha... Ri pra não chorar. Em todos os relatos de pessoas com bulimia que eu já li, nunca ninguém comentou de ter espirrado comida! Hahaha... Estou rindo porque não consigo chorar mais!

Consegui aguentar uma semana só sem vomitar. Emagreci algumas gramas. Sim, vomitar não emagrace. Faz o metabolismo ficar lento. Preciso de um metabolismo rápido para emagrecer. Vomitar só me atrapalha. Mas é a minha perdição e o meu consolo! Pensar positivo é difícil para mim. Lutar é difícil! Mas quanto mais eu penso negativo, mais negatividade eu atraio! Estou cansada de lutar. Hoje, estou cansada de lutar. E amanhã? Sei lá. Vontade de nunca mais acordar. Durmi, durmi, durmi...

domingo, 1 de maio de 2011

Frase interessante:

O quanto você aguenta apanhar e continuar na luta?
Eu li em algum lugar que o ser humano busca o tempo todo por reconhecimento. Acho que foi em um texto de filosofia que tive que ler pra prestar o vestibular. Na verdade, acabei de pesquisar o texto no google e achei o nome dele: "Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais." de Axel Honneth. Não gosto muito de filosofia porque eu não entendo a maioria das coisas que os filósofos escrevem. E muito menos conhecia esse Axel Honneth, antes do vestibular. Apesar da leitura desse texto ter sido obrigatória e eu ter penado para entender pelo menos 10% do que ele escreveu, eu nunca esqueci o pouco que entendi da leitura. Realmente, o autor tem razão ao dizer que não adianta nada os indivíduos serem sujeitos de direito, se os outros indivíduos não reconhecem esses direitos. As revoltas sociais ocorrem porque, apesar do governo saber da existência das minorias (ou maioria, como os trabalhadores), ele não reconhece os direitos dessas, não dá valor as suas reinvindicações. Enfim, a idéia central do texto era mais ou menos essa. Reconhecimento. Não vou explicar como o autor desenvolveu a idéia central dele, porque o que eu quero fazer é utilizar essa idéia e transportá-la para a minha realidade.

Cheguei a seguinte conclusão: o que eu sinto é que não sou (ou pelo menos acho que não sou) reconhecida pelas pessoas. Busco, constantemente, a aprovação delas. Tento chamar a atenção delas sendo a palhaça da turma, para que elas, ao rirem de mim, me achem legal e divertida. Me transformo em uma "porra louca" para que elas me achem irreverente, ou seja, aquela pessoa que não segue as regras e costumes sociais. Fico perdoando as pessoas que me fizeram de boba ou passar por situações humilhantes e fico arranjando desculpas para voltar a pedir o afeto delas.Vou dar um exemplo deste último caso.

Um certo garoto, que eu estou com uma paixonite, me chamou para ir em um bar aonde os seus colegas de sala comemorariam o aniversário de um amigo deles. Fiquei super animada e estava convicta que lá eu conseguiria ficar com ele. No ínicio da noite, estava alegre. Fui na república de uns colegas meus. Saímos para um bar e tomamos algumas cervejas. Depois disso, fui para o aniversário de uma amiga minha. Bebi mais lá também. Neste aniversário, descobri que outra amiga minha estava ficando com o aniversariante da sala do garoto que eu tenho uma paixonite. Nisto, fiquei mais animada ainda, pois chegariamos juntas no outro aniversário, e eu ficaria menos tímida.


Bem, eu e minha amiga chegamos no bar aonde era comemorado o outro aniversário. O aniversariante, que estava ficando com essa minha amiga, largou todos os seus convidados e passou a dar atenção quase que exclusiva para essa minha amiga. Todo fofo com ela. E lá fui eu, investir na minha paixonite. Pedi mais bebida, porque achava que assim teria mais coragem de falar que queria ficar com ele. Ele nem deu muita atenção para mim. Até que, pouco tempo depois de eu ter chegado, ele falou que estava fechando a conta e que iria embora com uns colegas dele. Eu disse que levava ele, pois estava de carro. Ele recusou. Daí, eu fechei a minha conta também e estava quase indo embora, quando topei com um colega dele. Então pedi para este colega falar com ele que eu estava brava e chateada porque eu tinha ido no bar só para ficar com ele. O amigo disse que eu deveria dar esse recado pessoalmente. Quando fui dar o recado, amarelei. E ele foi embora e despediu de mim formalmente, pedindo somente desculpas. Isso me quebrou. Fiquei sem chão. Me senti humilhada, pois tinha falado com todos os meus amigos que eu iria ficar com essa minha paixonite neste dia. Facassei. Como sempre fracasso em tudo que faço.

Antes de ficar apaixonada por ele, nós eramos amigos. Ou pelo menos eu achava que eramos. Mandei uma mensagem no celular para ele, hoje, pedindo desculpas pelo ocorrido no bar, falando que eu estava bêbada, que não queria deixar de ser amiga dele. Enfim, implorei para ele não deixar de ser meu amigo. Sabe o que ele respondeu? Nada. Nenhuma manifestação dele. Ou seja, me humilhei de novo por nada. Por nenhum reconhecimento, por nenhuma consideração, mesmo que seja pouca.


Meus ataques de compulsão estão piores. Lembram-se do monstro? Voltou. Eu sou a sombra dele agora. Vomito 3 vezes ao dia, quase todos os dias. Existe formigas no meu banheiro agora, exatamente perto do vazo sanitário. Malditas. Nojentas. Aproveitam da minha fraqueza. Tem sempre algo se aproveitando da minha fraqueza.

Queria concluir este post retomando o início do texto. Reconhecimento. Enfim, acho que ganhei algum reconhecimento. Na clínica aonde faço tratamento para emagrecer. Eu sou a bulímica da clínica. E os profissionais que trabalham lá sabem disso. Não sei se sou a única, mas tenho certeza que eles sabem quem eu sou. Sou a bulímica da clínica. E não estou achando isto ruim. Pelo menos ganhei reconhecimento. Não é a toa que de vez enquando me deixo afundar mais no poço de merda que eu estou. Eu era saudável. Mas aquela vidinha de pessoa saudável anônima era chata. Cavei uma doença para ser reconhecida. Chocante, né?! Pelo menos você vai se lembrar de mim pois eu te choquei.

Boa noite! 

segunda-feira, 18 de abril de 2011


Não tenho uma família. Cheguei a essa conclusão. Meu pai sumiu. Minha mãe não sabe ser mãe. Minha irmã mais velha é mentirosa e manipuladora, que ainda bem saiu de casa (rezo que seja para sempre). Minha mãe arrumou um namorado. Ela e ele, ultimamente, estão praticamente morando no sítio da minha mãe. Ambos gostam de lá. Portanto, estou morando praticamente sozinha. E sabem de uma coisa, estou adorando isso. A única pessoa da família que tenho contato é minha mãe, porque, de vez enquando, infelizmente, ela volta para casa. Não gosto da minha mãe. 

Como já disse minha mãe não sabe ser mãe. O dinheiro e o carro dela me são mais úteis que ela. Ou seja, se ela for embora também, tanto faz tanto fez. O problema se com ela for o dinheiro dela. Ai a situação complica pra mim! Rs! Não trabalho. Deveria trabalhar. Mas estou acomodada. Eu nasci no meio de um casamento que já estava desmoronando. Minha irmã que foi sortuda e nasceu antes do casamento dos meus pais começar a ruir. Eu nasci seis anos depois. Ou seja, meu pai, que também não sabe ser pai, já não suportava minha mãe. Minha mãe já estava humilhada e abalada com o eminente fracasso do casamento. Ela me disse que não sentiu as contrações do parto e eu nasci de cesárea. Ou seja, acho que já pressentia o desastre que ia ser minha vida. 

  Minha mãe é uma pessoa que sofreu bastante. É a mais velha de doze irmãos e ajudou minha avó a criar praticamente todos eles. Passou fome, estudou muito, saiu da sua cidade natal, foi humilhada no trabalho e na casa de pessoas que concordaram em dar moradia provisória para ela na capital. Enfim, comeu o pão que o diabo amassou, mas conseguiu subir na vida, passou em um concurso público, ganhou estabilidade e uma aposentadoria pra vida toda que cai direito na conta corrente dela. Infelizmente, casou-se um cara mais novo que só queria aproveitar o seu dinheiro. Teve duas filhas que, como diz ela, “não compram um chinelo pra mim. Só querem saber de me sugar, sugar, sugar!”. Hoje, com 60 anos, ela é uma pessoa extremamente amarga. E sabem de uma coisa, bem feito pra ela. Sinceramente, ela sempre foi o tipo de pessoa negativista. Não sabe olhar nada pelo lado positivo. A vida dela é boa. Mas ela acha a vida dela uma merda. Ou seja, ela não sabe viver. E coloca a culpa nos outros. Sou seu brinquedinho predileto. Todas as frustrações dela, ela descontava em mim e na minha irmã. Mas como a vaca mentirosa e manipuladora saiu de casa, sobrou pra mim. 

O passado da minha mãe foi sofrido. Mas nem por isso gosto dela. Não sou obrigada a gostar dela por causa do passado dela. Como já disse, quem me criou foi o dinheiro dela, não foi ela. Pra compensar a falta de talento para ser mãe, ela me mandava para o psiquiatra para tentar entender qual era o meu problema. Falta de base familiar é o meu problema. Minha irmã também sofreu com isso. Ela, assim como eu, não teve limites. Uma ladrazinha metida a orgulhosa e manipuladora. Minha mãe, coitada, por não saber ser mãe e falar “não”, criou esses dois seres inúteis que são eu e minha irmã. Ambas problemáticas e ambas ingratas. Igual o ex-marido dela. A frase “somos donos do próprio destino” me veio a cabeça. Se for mentira, a vida da minha mãe foi uma série de infortúnios. Mas se for verdade, bem feito pra ela que procurou a própria infelicidade.

Não estou justificando e nem colocando a culpa nos meus problemas nela (só alguns). Aliás, quero que ela seja bem feliz com o namorado dela, mas o mais longe de mim o possível. Sou uma pessoa negativa. E isso eu devo a ela, que me passou a mania de olhar as coisas pelo lado negativo. Mas, não quero ser igual a ela. Por isso, estou tentando me vigiar quando começo a ficar amarga e negativa. Aliás, estou bem amarga esses dias. Mas não quero ficar. 

Uma coisa engraçada. O namorado da minha mãe é tão negativo quanto ela. Os dois se merecem. Vão viver no sítio longe de mim. Mas, mãe, continua a mandar a minha mesadinha do mês que eu quero sair e eu preciso colocar gasolina no seu carrinho. E tomara que você se perceba velha o suficiente para parar de andar de carro e deixar ele só como usufruto meu. Critiquem-me o quanto quiserem. Não vou reler o que eu escrevi acima para não mudar uma palavra do que eu disse. Não quero amenizar nada. Como disse, não tenho base familiar, não gosto da minha mãe e minha irmã é uma decepção. Se fui dura demais no que eu disse é porque a revolta dentro de mim está grande e esse blog foi feito exatamente para eu desabafar.  

A atitude que estou tentando tomar agora é de tentar deixar para lá. Se guardar mágoas, vou acabar ficando igual minha mãe, amarga. Tenho pavor só de pensar. A única coisa que quero dela é a perseverança. Só isso. Pra mudar de vida.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A palavra hoje é: solidão.

(Ia começar meu post melancólico com uma palavra. Mas acabei de ver um vídeo no youtube do novo videoclip do Chris Brown e uns rappers ai, "Look at me now". Meu Jesus! Os caras cantam rápido pra caramba! Os rappers conseguiram cantar, falar, sei lá o que eles fazem, mais rápido que o Eminem! Muito foda! Mas estou com preguiça de olhar a letra no Vagalume. São tantas palavras por segundo que deve ter dado duas páginas só de lyrics. E com certeza, já até sei o conteúdo da música: mulher, dinheiro, palavrão, sexo, etc, coisas de enlatados norte-americanos, que, confeso, eu escuto e gosto!)

Solidão.Era esta a palavra que eu queria começar o meu post de hoje. O videoclip bagunçou meus pensamentos, mas vou tentar colocar aqui tudo o que queria escrever.

Hoje, me ocorreu o pensamento de ir ao cinema. Adoro filmes. Adoro ir ao cinema. Chegando no shopping, sabe o que costumo a fazer? Ir nas Lojas Americanas comprar um chips gigante, um pacote de biscoito, uma barra de chocolates e coca-cola. Chegou dentro da sala de cinema e sento nas cadeiras mais isoladas, para  as pessoas não perceberem que estou comendo muito. Como estou de regime e não posso comer tais porcarias, comecei a tomar birra de cinema, porque sempre me lembra a combinação chips-biscoito-chocolate-coca.

Como estou fazendo profundas reflexões sobre minha vida, parei para pensar porque que eu vou ao cinema. Ok, porque eu gosto de filme. Mas, não é só por causa disso. Eu busco o cinema, sempre sozinha, porque lá é o apice da minha solidão. E como me sinto incomodada com ela, eu como, para tapar o vazio. Sempre procuro o cinema quando me sinto mais sozinha. Não interessa aonde estou ou com quem eu estou, se sinto a presença da solidão eu corro para o cinema. Porque lá eu como e afasto a verdade: sou uma pessoa solitária.

Agora que eu descobri uma das raizes do problema, vou correr para a casa dos meus amigos, conversar com pessoas na rua, sair todos os finais de semana, porque assim eu não fico só! Eba! Mas, sabem de uma coisa, me acostumei com a minha solidão e realmente não sei se queria abrir mão totalmente dela. As pessoas me irritam, às vezes. Sério. Não é toda hora que eu gosto e quero conversar. Converso a hora que me dá vontade. Acostumei com o silêncio e, às vezes, gosto dele. Ficar sozinha não é de todo ruim assim. Independência para fazer o que quiser, sem ficar dependendo de ninguém e se limitando por causa de alguém. Por isso, não sei qual é o significado da minha solidão. Mas só sei que sou uma pessoa solitária e isso está me fazendo mal.

Não é por falta de companhia que me sinsto solitária. Posso estar rodeada de amigos num balada que me sinto solitária. Me acho diferente, feia, chata e fico querendo desaparecer. Posso estar junto da minha família, que é bem grande, que me sinto sozinha e incompreendida. Posso estar em qualquer lugar que me sinto solitária. Daí, eu me recolho no meu mundo, coloco o mp3 e desligo do resto. A música é uma forma de preencher minha solidão, também. Mas não vou abrir mão dela não! Ahh não! Meu mp3 não!!! Eu brigo, eu xingo, eu esperneio!!! Não, não, não! Neste quesito vou inventar todas as desculpas possíveis para não largar meu mp3. Posso, de vez enquando, dividir a música que escuto com meus amigos, mas amo escutar música sozinha. E na maioria das vezes, ela me destrai e eu não como!

Desculpem-me, mas vou ter que parar por aqui. Não estou conseguindo organizar os pensamentos. Estou ficando com sono e aquela música embaralhou o que eu queria escrever. Mentira. Não embaralhou nada. É porque acho que consegui resumi aquilo que vinha pensando o dia inteiro. Não vou filosofar hoje. Ontem estava demais! Sequei a fonte da filosofia! Rs!

Boa noite para todos!

domingo, 3 de abril de 2011

A sentença final.

Boa noite.

A juíza bate o martelo e declara a sentença: "Bárbara, você possui 10 meses para poder mudar radicalmente a sua conduta alimentícia e se reintegrar a sociedade como uma pessoa de hábitos alimentares saudáveis, corpo magro e mente sã, contados a partir do momento que você procurou a clínica de emagrecimento e sua mãe efetuou o pagamento da mesma. Já transcorreram dois meses desde a sua primeira entrada na clínica. Portanto, a senhorita dispõe de oito meses.”
Oito meses. Quando iniciei o tratamento me disseram que o ideal seria emagrecer nos três primeiros meses e os outros próximos seriam para apreender a reeducar a minha alimentação e manter o peso. Dois meses já se passaram e nem metade do peso que me dispus a eliminar eu perdi. Agora me restam oito meses.

Sempre fui aquele tipo de pessoa que deixa tudo para a última hora, que funciona sobre pressão. Daí, como tinha pouco tempo para executar alguma coisa, ficava estressada, brigava, mas no final, fazia. Nunca saia como eu gostaria. Sempre reclamava que deveria ter começado antes. Que se tivesse aproveitado o tempo que tive, essa tarefa poderia sair do jeito que eu gostaria. Um exemplo: quando tenho uma prova, vou enrolando, enrolando, até que chega um dia antes dela e eu ficou doidinha tentando estudar toda aquela matéria gigante. Tem gente que consegue essa façanha. Mas eu não consigo, e sei disso, porque estudo devagar, sou bastante distraída e tenho que ler várias vezes para poder entender. Não sou de decorar matéria. Aquilo que não entendendo, descarto. O problema é que existe prova que infelizmente cobra “decoreba”. Nessa, eu me f*!

A juíza, então, continuou: “Penalidades: passado o prazo sem o cumprimento do disposto à cima, não será desembolsado nenhuma quantia para a tentativa de um novo emagrecimento, e você deverá arcar com as conseqüências de virar uma pessoa gorda. Uma dessas conseqüências será de ter que pagar a própria cirurgia de redução de estômago, porque do jeito que a senhorita está comendo irá se transformar em uma pessoa bastante gorda, vulgo, “bolota””. Fiquei com medo. Bastante medo. Não quero virar uma “bolota”. Mas meu tempo está passando e ao invés de aproveitar ele para conseguir emagrecer e reeducar minha alimentação, estagnei outra vez, parei no tempo. Redução de estômago não é solução de longo prazo. A pessoa tem que reeducar a alimentação e a cabeça de gordo. E essa reeducação leva tempo. E meu tempo está acabando. Oito meses. Um vez, ouvi falar que o corpo demora um ano para se acostumar com a nova alimentação. Se isso for verdade, eu não estou dando chance para ele se acostumar. Todo final de semana, agora, virou farra de abusos alimentícios. E o pior (ou melhor, sei lá) parei de vomitar. Toda aquela porcaria que eu coloco pra dentro está sendo digerida e acumulada pelo meu corpo.

Mas, pergunta que não sei responder: se eu sei de todas as conseqüências da ingestão exagerada de comida, se eu sei que existe um vazio dentro de mim que não pode ser preenchido com comida, então, por que eu continuo a comer tanto? Falta de força de vontade? Preguiça? Acomodação? Arrumar desculpas para poder comer? Estou começando a achar que sim. Eu quero emagrecer. Isso é fato. Não existe mais dúvida sobre isso. Mas então, por que já acordo querendo comer muito, sendo que já sei que tipo de “fome” eu estou sentindo. Basta respirar fundo, toma água e limpar a mente de todos os pensamentos desestimulantes. Se sei disso, por que não faço? Parece que me exige uma força sobrenatural e eu acabo cedendo a fome. Meu Deus, por que estou sofrendo tanto para emagrecer? Não é tão sofrido assim? Eu me sinto bem comendo o que está no meu regime. Mas por que esse sofrimento, essa necessidade de ceder? Já dei o primeiro passo para a caminhada do emagrecimento. Mas a cada passada, parece que estou carregando um peso enorme, difícil de carregar, que me puxa para trás e eu cedo. Por que?

Ontem disse pra mim mesma que levantaria cedo para corre em um lugar que sempre quis correr. Acordei cedo, mas cedi ao sono e dormi até mais tarde. Quando acordei, me senti mal e frustrada, e por isso já iniciei o dia comendo muito. O fato de não fazer caminhada hoje deveria servir de estímulo para eu poder manter a dieta e não comer nada a mais, não é mesmo? Mas não. Arranjei a desculpa: “já que não fiz o que tinha planejado, vou comer!”. Eu radicalizei. E o pior, fiquei desejando ter dormido mais pra pode não iniciar tão cedo a minha comilança. Às vezes, acho que fico querendo ter pena de mim mesma. Quem sente pena se si mesmo são pessoas fracas. Será que eu quero ser uma pessoa fraca? Não, não quero. Sinto ódio de mim mesma por ter cedido ao monstro novamente. Deveria ter caminhado de tarde, visitado um colega, pegado o ônibus e passeado pela cidade, enfim, saído de casa. Mas não. Fiquei em casa me entupindo. Se eu sabia o que tinha que fazer, por que não fiz? Essa é a pergunta que não tenho resposta. Preguiça? Talvez. Faço exercícios durante a semana, no fim de semana queria descansar. Não gosto muito de visitar as pessoas. Pegar ônibus sempre me deu preguiça. Mas então, o que mais eu poderia fazer no final de semana para não ficar em casa? E por que ficar em casa não poderia ser prazeroso também? No final de semana tudo sai de órbita e eu volto ao ponto inicial da minha caminhada. Justo o final de semana que deveria ser prazeroso, pois eu saio da rotina, não tenho aula e posso dormir até mais tarde.

O que poderia substituir a comida para preencher o vazio dentro de mim? Essa é a grande questão. Descobri que parte do vazio dentro de mim deve-se ao fato de eu não me amar, de não gostar de mim mesma, de não me bastar. Parece que sempre carreguei um peso morto que atrasa a minha vida. Não quero envelhecer e ficar reclamando das coisas que não fiz. O que eu deveria fazer para gostar mais de mim? Eu nunca gostei de mim mesma. É como se você fosse obrigada a gostar de uma pessoa que nunca gostou. Para isso, você tem que se apegar as qualidades dessa pessoa, para tentar suportar ela. Agora eu entendi porque que os psicólogos me perguntam quais são as minhas qualidades. Para eu me agarrar a elas e começar a me suportar. Porque vai que me suportando eu acabe gostando de mim. Já parei para pensar seu eu quero gostar de mim, também. Não queria não. Me acho feia, gorda, burra, sem atrativos. Se fosse bonita, inteligente e magra seria mais fácil gostar de mim (rsrsrsrs). Mas sou obrigada a viver comigo mesma. E para sair dessa tenho que começar a querer ver alguma qualidade em mim. Não basta ver e enumerar quais são minhas qualidades. Tenho que acreditar nelas, querer aprimorá-las e gostar delas, para começar a gostar de mim. Acho que acabei de descobrir um princípio da psicologia. Rs! E sem ler nenhum livro de psicologia! A teoria se realizando na prática. Tenho que começar a dar mais valor aos livros teóricos que leio para meu curso. Mas que é chato ler teoria, isso é!

Acreditar. Não basta só saber que possuo o vislumbre de uma qualidade. Tenho que acreditar que a tenho e aprimorá-la. Acreditar que é possível eu emagrecer. Mas posso digitar a palavra “acreditar” milhões de vezes. Se intimamente eu não assimilar o seu significado, de nada vai valer eu saber que preciso acreditar. E também, não é de um dia para o outro que vou passar a acreditar que posso emagrecer. Mas estou começando a colocar fé em mim novamente. Eita, pessoa contraditória que eu sou! Queria ser mais simples, mais prática. Ficar filosofando, infelizmente, não vai me levar a lugar nenhum.

Bom, eu não disse quem é a juíza. Pois é. Ela é minha mãe. A sentença é o jeito delicado de ser dela comigo. Não tiro sua razão. Tenho pouco tempo para emagrecer e me reerguer. Ela não vai ficar mais pagando tratamento de espécie alguma para mim e eu também já estou farta de me submeter a esses tratamentos e não sair do círculo vicioso que me encontrava. Aos 21 anos idade estou tentando encontrar o chão da minha vida e o motivo da minha existência. Pena não ter feito isso antes. Sinto que joguei fora 21 anos da minha vida. Nunca vivi direito. Nunca fui feliz. Desde pequena coloco a culpa da minha infelicidade no meu peso. Mas vejo agora que coisa é mais profunda, que o vazio dentro de mim sempre existiu. Mas não quero ser uma gorda, gordinha ou cheinha feliz. Quero ter um corpão e ser feliz. Claro! Não estou correndo na esteira e malhando a toa. Que as conclusões que tirei hoje me ajudem nos próximos dias.

Beijos!  

sábado, 2 de abril de 2011

Um dia de chuva.

(Chuva + ótima tecnologia de energia elétrica da CEMIG = dois picos de luz, duas vezes meu computador desligando e duas vezes eu tentando escrever este post. Dedico ele à CEMIG, que com tanto carinho e dedicação, cuida da energia dos mineiros!)

Sabe quando você olha uma pessoa na rua ou um artista na televisão e pensa "eu quero aquela roupa" ou "eu quero usar aquela maquiagem". Daí, você compra uma roupa parecida e faz a mesma maquiagem e não gosta do que vê no espelho. Você fica frustrado, né?! Pois é, acho que estou descobrindo por quê. Acho que quando colocamos algo que nos outros fica bom e na gente não, é porque esperamos ser igual àquela pessoa. Posso estar errada. Mas aprendi a fazer uma maquiagem muito linda no youtube, uma que a Angelina Jolie usa. A moça que ensinou a maquiagem ficou linda tão quanto a Angelina. Daí, fui fazer a mesma coisa. Esperei que num passe de mágica ficaria com o mesmo rosto da moça do vídeo. Mas era só a mesma maquiagem no meu rosto. Não gostei. Não sou tão bonita quanto aquela moça. Mas eu gostaria de ser.

Boa noite para todos!

Acordei hoje, adivinhem? Com fome. Ok, todo mundo acorda com fome. Mas foi mais que uma fome fisiológica. Também foi aquele outro tipo de "fome", que estou tentando descobrir o que é. Ontem sai pra uma vinhada universitária. Fui de carro, me achando "a poderosa". Ô poderosa, mais da metade dos estudantes da sua faculdade tem carro. E carro próprio. Você usa o da sua mãe! Ai, ai!

Cheguei lá. Encontrei meus amigos e comprei uma vodka com energético. Ops! A minha nutricionista foi bastante proibitiva em relação à bebida. Mas mesmo assim, desobedeci, porque achei que se bebesse ia me divertir mais. Santa ingenuidade! A bebida subiu rápido e comecei a reparar o ambiente. "Hum! Vários engenheiros bonitos! Tô solteira e tô de bobeira! Vou começar a flertar. Nossa, mas olha a saia curta dessa menina! Hum, piriguete! Nossa, mas pra quê que aquela menina veio arrumada daquele jeito! Nossa, olha a amiga dela, arrumadaça também. Magras e bem vestidas." (já deram pra sacar que eu própria comecei a me sabotar!). Daí pra frente, galera, não consegui mais curtir a festa. Comecei a me achar inferior. As meninas, realmente, estavam muito bem arrumadas e eram poucas as que usava calça jeans(eu estava usando calça jeans!). Elas chamavam a atenção dos meninos e eu não. Só de alguns, mas eles estavam com cara de desesperados igual eu! Rsrs!

Dois ex-colegas meus do colégio estavam lá. E eu sabia. Vou confessar que não é a primeira vez que me planejo para ir no mesmo lugar que eles, só para poder topar com um deles. Consegui topar com eles lá na vinhada, mas aconteceu o que sempre acontece: cumprimentos de aperto de mão e só. Nem abraço e beijo no rosto tem. Só "toquinho" de mão mesmo e mais nada. Eu saio para o meu lado e eles para o lado deles. Sabem mesmo o que espero desse encontros? Que eles puxassem papo comigo, que achassem legal de eu aparecer na mesma festa que eles e, depois, a gente trocava telefones para poder sair para beber algum dia. Também, se algum deles quisesse me chamar para sair e rolasse alguma "pegação"(como diz uma colega minha), ia até gostar. Rsrs!! Até que eu podia puxar papo com eles, mas sempre que tento fazer isso fico me achando feia, chata e não consigo nem olhar para eles direito. E fica aquele clima desconfortável, porque parece que eles ficam querendo sair correndo e eu também! Coisa de adolescente isso, né?! Não sei por quê eu fico perseguindo eles. Eles estão nem aí pra mim. Nem sequer lembram que eu existo! E eu bobona, fiquei me importando pelo fato de não conseguir conversar com eles na festa, enquanto eles saíram para se divertir, nem se lembrando que eu estava na vinhada.

No final, só sei que estava doida para ir embora. Quando estava saindo, o estacionamento estava cheio de gente carros de som que tocavam ao mesmo tempo música eletrônica, funk  e axé. Um povo esquisito dançando igual no Axé Moi e nos bailes funks do Rio de Janeiro. Achei hilária a cena, mas morri de medo de rolar algum arrastão! Nunca tinha visto isso na faculdade: playboy e patricinha, de um lado, dançando eletrônica e de outro, jovens de classes menos avantajadas dançando funk e axé. Estes, com certeza, eram os mais animados. Estavam nem aí pra “playboyarada” e adoro quando gente esnoba playboy e patricinha.
Cheguei em casa de madrugada, mas consegui me controlar e comi só uma rodela de abacaxi. Porém, hoje de manhã, acordei com a tal fome que falei aí em cima. Tinha consulta marcada com minha psicóloga. Acordei atrasada, só para não ter tempo de comer muito no café da manhã e fui para a minha consulta. Depois que me consultei, acho que comecei a entender o que a psicóloga está querendo me dizer. Posso comer a padaria inteira. Não, a padaria não! O supermercado, o hipermercado, o mundo! O vazio sempre volta! Aliás, que vazio é esse que eu sinto? Eu não sei! Eu estou começando a achar que é solidão, mais frustração, combinado com falta de paciência e amor próprio. Nunca aprendi a me amar! Sempre fiz questão que os outros me amasse, mas eu mesma não me amo. Como que eu faço para me amar? Não sei. Sinceramente, eu não sei.

Aprendi a preencher o vazio com comida. Sempre foi assim. Mesmo agora, percebendo que comida nunca vai preencher o tal vazio, eu continuo comendo, sabe por quê? Porque não sei com o que preencher o meu vazio! Quando eu corro, o vazio vai embora e me sinto bem. Mas, mesmo assim. Posso correr da minha casa até outra cidade, que a partir do momento que parar de correr, não sei o que fazer comigo mesma. Não sei lidar comigo. Por isso, eu como. Não adianta só descobrir o meu problema, preciso saber resolve-lo. Mas não estou sabendo por onde começar. Estou mais perdida que cego em tiroteio. Por isso que, hoje, mesmo após a descoberta do vazio dentro de mim, eu me entupi de comida. Consegui controlar na hora do almoço. Mas agora de noite, já estou devorando a geladeira (pelo menos meu dinheiro está a salvo desta vez. A padaria já fechou. É, tem que rir pra não chorar mais!). Parei de vomitar. Minha garganta está um horror. Mas a balança vai me denunciar para a nutricionista e, confesso, que estou com medo dela saber que sai do regime. Ela está me ajudando bastante. Sinto que devo me esforçar por ela também. Não quero que ela perceba que estou dando desculpas para comer. Mas quero parar de arranjar desculpas e parar de comer tanto! 

Não posso desistir de tentar sair da situação que eu estou e reeducar meu emocional. E acho que Papai do Céu me mandou uma anjinha pra me ajudar! Ela me disse que estamos juntas nessa caminhada e que não estou só! Além de dedicar o post de hoje para a CEMIG (melhor energia do Brasil. Tá bom, eu acredito!), dedico para esta minha anjinha! Que mando um boa noite, também!

Bom, por hoje é só!
Beijos!  

domingo, 27 de março de 2011

Olá, minha gente.

Vomitei hoje. Depois sai para comprar mais três pacotes de biscoito de chocolate e vomitei de novo. Só que... advinha? Está tudo aqui dentro da minha barriga, sabe por quê? Porque não consegui vomitar tudo, só água. Estou com a boca seca e lotaaada de biscoito de chocolate na barriga. Que beleza! Aquele discurso de mudança, de conseguir prender o monstro na gaiola, de que a comida não me controla, eu que controlo a comida é tudo idiotice. Sou uma idiota! Adoro bancar a fodona. Ô fodona, você comeu de novo, vomitou de novo, não conseguiu tirar nem metade do que você comeu da barriga e continua engordando. Bárbara, você é uma idiota mesmo. Puta merda. Um puta fiasco.

Eu aluguei um filme, "Preciosa", que conta a história de uma menina obesa de 16 anos pobre, que foi abusada pelo pai biológico, tem dois filhos, sendo que um deles possui síndrome de down, e uma mãe gorda que é o demônio na terra. A atriz que interpreta a mãe ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Muito foda ela! Pois bem. No final, a menina descobre que pegou AIDS do pai, mas consegue dar a volta por cima, não abandona a escola, toma coragem de sair da casa do cão chupando manga que é a mãe dela e decide que vai criar os dois filhos sozinha (a filha que tem síndrome de down morava com a avó materna). Não sei como ela vai conseguir criar os dois filhos, estudar e trabalhar ao mesmo tempo, mas o importante é que o filme termina com um final esperançoso para a Preciosa, que convenhamos, sofreu pra caramba. Tentei comparar o sofrimento dela com outros sofrimentos, como o sofrimento dos judeus no holocausto ou dos negros aidéticos da África. Mas cheguei a conclusão que existem vários tipos de sofrimento.

Aconteceu uma coisa engraçada. Ao invés desse filme me inspirar a enfrentar os meus problemas, me deixou mais pra baixo ainda. Fiquei bastante incomodada quando estava vendo a menina que é obesa e feia, mas mesmo assim, isso não me impediu de continuar comendo horrores. Acontece a mesma coisa quando vejo "The new adveture of old Christine". A protagonista da série é uma quarentona bonitona, mas quando ela fica para baixao, ela come porcarias e bebe vinho. Pois bem, vou confessar algo agora:

Oi, meu nome é Bárbara e eu sou viciada em comida. Sim. Tenho um vício. Comida. Não como para viver e sim vivo para comer. Comida para mim é igual cocaína. Quanto mais eu como, mais vontade dá de comer. Gasto muito dinheiro para sustentar meu vício. Ufa! Tirei um peso das costas! Uhum, tá bom! Tirei nada! Estou tão lotada de comida que estou com falta de ar e suando igual um porco. Mesmo assim, ainda tem espaço para um biscoitinho. JESUS, MARIA, JOSÉ, DEUS, DIVINA TRINDADE, MÃE, ALGUÉEEM TÁ ME OUVINDO? EU VOU EXPLODIR DE TANTO COMER! ALGUÉM ME PARA! SOCORRO!

Ninguém me escutou. Que maravilha! É Bárbara, você está sozinha! Nessas horas de depressão fico olhando as fotos que o povo posta no facebook e no orkut. Meus colegas estão sempre com cara de bêbados e felizes, curtindo a vida de universitários. Uma colega minha viajou em um navio, tipo esses que são universitários. Pura riqueza, noite de gala, boates, luxo, luxo e luxo. Até a Globo estava filmando cenas da novela no navio. Tudo do jeito que ela gosta, ambiente luxuoso, gente rica e lugares bonitos de se visitar. Ela é mais ou menos pobre. Trabalha para bancar a vida de luxo dela, comprar as roupas dela e pagar as viagens e as festas caras que ela vai. Tudo parcelado. Mas quem sou eu para julgá-la? Pelo menos ela está se divertindo da maneira que ela gosta de se divertir, está aproveitando a vida como se não houvesse amanhã. Ela está vivendo! Se ficar desempregada, não tem aonde cair morta. Sabe ler e escrever, mas é só também. Não tem um curso superior. Mas ela tem o que falta pra muita gente e pra mim: esperteza e vontade de viver. Concordo que ela é fútil e só gosta de riqueza. Mas ela sabe viver a vida que ela acha que é boa para ela. Ao contrário de mim, que fico aqui sofrendo de dor de barriga, parecendo que vou explodir de tanta comida e me lamentando sem fazer nada.

Aném, tô cansada. Não quero desistir de tentar viver, mas estou perdendo as forças. Por favor, alguém leia este blog e me ajude. Vou passar o link dele para a minha psicóloga, mas não sei se ela vai conseguir ler todos os posts, porque escrevo muito e são muitos posts. Estou procurando ajuda. Não quero que sintam pena, quero que me ajudem a me ajudar. Se ninguém puder me ajudar, que eu consiga sair dessa situação sozinha. Quero poder chegar lá na frente e dizer "eu consegui.".

Boa noite!

sábado, 26 de março de 2011

Completa ausência de sentimentos!

Completa ausência de sentimentos. Desta forma me encontro. Parece que as coisas perderam o sentido para mim. Estou me afastando cada vez mais da minha família e dos colegas ( não posso classificá-los como amigos). Não faço mais questão de ter gente ao meu redor. Perdi o ânimo de sair, mas não quero ficar em casa. Quero me isolar, mas ao mesmo tempo estou com medo. Medo de ficar sozinha comigo mesma. Eu sou capaz de ao mesmo tempo cuidar de mim e de me destruir. Sou minha melhor amiga e companheira, mas minha pior inimiga. Quando falo do monstro, esse monstro é uma parte de mim. Quando ele vem, vem pra destruir e sempre luta para ficar. Enquanto a outra parte, que é bastante frágil, tenta empurrar o monstro de volta pra gaiola dele. O monstro representa a depressão, a compulsão, os pensamentos ruins e irracionais; ele é cheio de raiva, de rancor, loucura e só me traz sofrimento e dor. Mas, às vezes, parece que preciso dele, porque só depois que ele aparece que consigo ver que existe outra parte dentro de mim que ainda quer lutar.

Tenho medo de ficar sozinha. Essa é a verdade que não gosto de confessar. Mas não quero depender da presença das pessoas, porque elas sempre vão embora. Tenho medo dos monstros dos filmes, não gosto de ficar sozinha em casa a noite. Tenho medo de perder minha mãe. Mas quando ela está perto de mim, eu odeio ela. Quando ela está longe, eu gosto dela. Não sei se a amo. Não sei o que é amar. Gostaria que ela parasse de fazer diferença na minha vida, mas ela faz. Ás vezes, sinto saudades dela, vontade de beijar ela, falar que amo ela. Mas depois sinto que eu deveria odiá-la. Mãe é mãe, você tem que amar ela de qualquer jeito, porque quando você perder ela, vai sentir saudades e vai ser arrepender. Por quê? Porque sua mãe cuidou de você quando era pequena, coloca comida dentro de casa, compra roupa para você, paga plano de saúde, te dá dinheiro para sair. Mas, por que tenho que me arrepender se ela se for? Quero uma resposta que me satisfaça completamente. Que seja fora do senso comum. Tá bom que a idéia da morte de alguém sempre assusta a gente. Mas então, deveria amar meu pai? Vou sentir falta dele quando ele morrer e vou me arrepender por não ter procurado ele e tentado me reconciliar? Sinceramente, a religião e as pessoas "boas" acham que sim. Mas por que o filho da mãe, desgraçado não pode fazer a mesma coisa? Por que a minha mãe também não pode mudar um pouco o jeito dela e ser mais paciente comigo? Por que sou só eu que tenho que levar toda a carga da culpa em cima dos meus ombros? Por que sou eu que tenho que mudar, ter mais paciência, agradecer por ela existir? E se eu morrer? Será ninguém vai sentir minha falta e não vai desejar ter sido mais presente e mais paciente comigo? Pois tá ai! Eu queria morrer só um dia, só para ver a reação das pessoas que me conhecem. Mas não quero morrer. Tenho medo disso também. Penso que eu deveria tentar ter minha chance de conseguir viver, pois ainda não vivi minha vida.

Uma pergunta: cadê minha mãe quando tenho crises nervosas, compulsões e vomito até passar mal? Hoje, por exemplo, quase pedi ajuda da SAMU, porque meu estômago estava doento muito, parecia que ia desmaiar, estava tonta e chorando. Tá bom que eu tento esconder minhas compulsões dela. Mas, poxa, isso não significa que eu não queria que ela soubesse e me ajudasse. Se bem que se ela souber, vai me xingar. Vai falar que não tenho força de vontade, que gasto dinheiro comprando essas porcaria e que ela desperdiçou o dinheiro investido no tratamento para emagracer caro que ela pagou para mim. Que não aguenta mais pagar psicóloga pra mim. Que quando eu tiver nervosa é pra tomar fluoxetina. Essa porra de remédio não funciona pra mim. E também não quero tomar remédio. Quero me livrar das compulsões que aparecem quando não consigo resolver um problema de imediato. Quero é ter paciência e saber respirar na hora do aperto e aceitar minhas responsabilidades.

Briguei feio ontem com minha mãe, e não foi a primeira vez que ela me bateu. Ela podia ter mais força pra conseguir me bater mais forte, porque, já que estou apanhando e sendo humilhada mesmo, que apanhe com força, pra sentir a dor física por mais tempo. Sou um pouco masoquista! Hehe! Por causa disso, escrevi uma carta bem atrevida pra ela, enquanto derramava rios de lágrimas no teclado do computador. Cena de filme! Mas daí, quando estava pronta, a impressora deu problema. Então fui na cozinha e aconteceu aquilo que descrevi ontem no blog. O impulso de entregar a carta atrevida passou depois que vomitei. Daí, fiquei imaginando se seria realmente prudente ter entregado a carta. Acho que alguma coisa, sei lá, Deus, o universo, fez a impressora dar pau, para eu poder comer, vomitar e não entregar a carta.

Estou com mania de tomar os remédios calmantes da minha mãe. Ontem tomei dois de noite. Fiquei relaxaaaada e fui durmi. Acordei meio groge, mas numa vibe legal. Daí, minha mãe me pediu para ir levar o carro para lavar porque ela estava com infecção urinária. Na hora, senti pena, levantei e fui levar o carrinho dela pra lavar. Quando estava voltando para casa me deu uma vontade de chorar. Parecia que hoje eu não queria acordar. Queria ficar só dormindo, passar o dia em branco, deixar de viver hoje. Daí, quando cheguei em casa, encontrei ela deitada no sofá e o almoço estava por fazer. Não sei se ela estava esperando que eu fizesse, mas não quis fazer. Por preguiça? Sei lá. Na hora, não tive vontade de agradá-la. Tomei o santo remédinho dela de dormir e viajei. Literalmente viajei. Eu não estava dormindo, eu estava viajando. Não consigo me lembrar o que era, mas parecia que estava empurrando coisas que flutuavam. Muita viagem! Depois de um tempo, ela me acordou e falou que o almoço estava pronto. A última coisa que comi no almoço foi verdura. Não estava enchergando quase nada. Ainda estava flutuando. Daí, ela falou que ia para a cidade da família dela. Ligou para minha tia e essa tia quase me convenceu a ir com minha mãe. Mas eu não estava afm. Estava afim mesmo de ficar em casa, sozinha e comer pra caramba. Foi isso que fiz. Fiquei com um pouco de dó da minha mãe, porque parecia que ela queria que eu fosse com ela. Mas, não gosto da presença dela perto de mim. Isso é fato. Não estou com saco pra aguentar minhas tias, primos e minha avó. Aliás, por causa da minha mãe, estou tomando birra de velhos. Não vou para o céu, definitivamente! Já não tenho saco pra crianças, agora não tenho saco pra velhos.

A vontade de comer besteiras está voltando. Eu joguei fora o pacote de biscoito que tinha comprado. Estou com vontade de comer ele agora. Mas, e ai? Se eu comer, vou querer comer mais chocolate, depois mais não sei o que, e depois? Vomitar de novo... sempre o mesmo ciclo. Será que essa vontade nunca vai passar? Basta, meu Deus! Estou cansada de lutar sozinha, poxa!

Bem, vou dormir agora. Bom desabafar no blog. Desculpe-me os palavrões, mas é muito bom falar palavrão!
Boa noite!

sexta-feira, 25 de março de 2011

O monstro voltou.

É pessoal, ele está de volta.
Duas semanas sem ele. Duas semanas aguentando firme. Mas ele voltou. Só vim trazer esta trágica notícia. Desde que ele adormeceu, eu não escrevo no blog. Mas hoje a compulsão voltou. Comi umas coisas esquistas só pra vomitar depois. Exemplo: creme de leite com açucar refinada e pó de gelatina, misturado com amendoim e mel. Que troço nojento. Mas a compulsão despertou o monstro e quando ele pede por algo doce, vai qualquer coisa, minha gente! Até essa gororoba ai. Por falta de algo mais calórico, meu pão integral dançou também. Comi quase ele todo com a carne cozida do almoço e muuuuita maionese. Nossa, que nojo! Mas nem senti o gosto. Só me dei conta do que eu comi, depois de muito cheia.

Então, fui vomitar. Depois tomei banho. Para esquecer esse episódio e conseguir dormir queria tomar o remédio de dormir da minha mãe. Mas não achei. Então tomei uma cápsula de um relaxante dela lá. Mas tá tanto barulho aqui no meu bairro (vizinho fazendo festa com música alta), que vou tomar mais uma, até sentir que fiquei dopada o bastante para não aguentar ficar mais acordada. Se eu começar a viciar nesses remédios, tô nem ai mais!

Hoje teve a vinhada do Direito que é o trote dos calouros. Não fiquei nem um pouco a vontade porque não fico a vontade com tanta menina bonita e magra e eu gorda. Me pesei hoje, também, e descobri que não emagreci quase nada, apesar de ter me esforçado bastante e feito muito exercício físico. Tô cansada disso já também. Muito esforço para eliminar umas graminhas de nada. Que saco! Briguei feio com minha mãe. Odeio essa vaca que infelizmente que banca! Odeio, odeio! Velha infernal! Bruxa! Foda-se você que acha que estou exagerando. Mora com essa vaca primeiro e depois me conta o que achou. Sete anos para conseguir me livrar dela. Sete anos! Estou contando até os segundos. O dia que sair dessa casa, vou mandar um "foda-se, não preciso mais de você, sua vaca!" bem bonito na cara dela. Vai ser o dia mais feliz da vida. O segundo dia mais feliz da minha vida vai ser quando eu mandar o Rogério, meu "pai", tomar no c*. O terceiro dia, vai ser quando minha irmã me pedir ajuda e eu fazer questão de não ajudar. O quarto, vai ser quando eu realmente fica livre dessa família que só me humilhou. Livre dessa velha nojenta que é minha "mãe". Livre do dinheiro dela! Independencia. Não penso em constituir outra família. Não tenho paciência pra família. Sou uma pessoa solitária. Aprendi a viver assim. "Ah, mas é muito ruim ficar sozinha!", você pensa. Tem gente que se acostuma, e eu estou me acostumando. Mãe e pai de verdade nunca tive.Cansei de chorar por isso. Hoje já chorei demais. Chega, pelo menos por hoje.

Nada deu certo pra mim hoje. Tá bom!, não fui atropelada por um ônibus, continuo respirando, tem gente que está em pior situação que eu, blá blá blá... Ah, vai toma naquele lugar, vai?!!!!

Boa noite!

ps: ah, e meus planos pra Semana Santa estão indo por água abaixo. Então, pra quê que eu vou me esforça até lá? Hum?! Amanhã, provavelmente vou comer igual uma louca e depois me sentir culpada! O monstro voltou, minha gente, e tá feroz!!!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Comentários que irritam!

Estou irritada hoje.

Me tiraram do sério. É impressionante como as pessoas podem influênciar o nosso dia. O meu começou bem, mas após a ligação de uma amiga minha de faculdade, já era meu bom humor. O bom disso que não descontei na comida a minha irritação! Pois bem, vou explicar o que é que está rolando: meus amigos estão achando que eu mudei, que não estou mais animada como ano passado. Poxa, não é a primeira vez que escuto esse comentário. O problema é: caramba, eu sei que eu mudei e que estou diferente. Mas a minha vontade é de mandar todo mundo que acha isso se danar, porque já estou de saco cheio desse comentário. Pô, foda-se que eu mudei! Acostumem-se! Não vou ficar chorando meus problemas no ombro de amigo não. E nem vou ficar me justificando para eles não. Que saco!

Este ano mudei sim. Estou tentando emagrecer, parei de beber todo final de semana, parei de sair todo final de semana e mudei algumas atitudes minhas, que não sei explicar quais são elas. Mas, passei por situações nesse início de ano que nunca tinha passado, como a piora dos meus episódios de compulsão, como a tomada de uma atitude radical para conseguir emagrecer e como a mudança de alguns pensamentos. Este ano decidi que quero juntar dinheiro para fazer uma viagem e é o que estou fazendo. Se isso implica deixar de sair para economizar dinheiro, eu estou deixando de sair. O monstro voltou este ano bastante forte, e isso implicou numa baita depressão, com episódios seguidos de compulsão e vômitos, isolamentos do convívio social e perda de dinheiro, pois comprei muita porcaria de comer que custa caro.

Para emagracer, tive que abdicar de beber muito, tiver que abdicar de sair do regime nos finais de semana, tive que aumentar minha carga de exercícios físicos, estou tentando trocar os pensamentos de gordo por pensamentos de pessoas magras e saudáveis e o mais importante, estou tentando elevar minha auto-estima que é facilmente abalada e ainda é muito fraca. Notei que minha vontade de ficar com garotos diminuiu, acho que devido às compulsões e a imagem que tenho de mim mesma. Me acho inferior às outras pessoas. Perdi quase totalmente a vontade de sair como antigamente, em festas universitárias e baladas. Estou pra baixo. Mas quando escuto os outros falarem que estou desanimada, isto me irrita profundamente. Eu sei que é verdade, mas, ah sei lá, me deixem em paz. Não quero ficar tentando voltar a ser o que era por causa dos outros. Aliás, ano passado eu estava muito acima do meu peso e me achava feia, mas para os outros não perceberem, eu bancava a palhaça gracista que bebia demais. Não tenho saco mais para ser a palhaça da turma! Cansei, escutaram, cansei! Quer rir, procura um circo! Tô cansada, pô!

Eu tenho uma meta para cumprir até a Semana Santa. Se eu não cumprir vou ficar bastante frustrada. Não posso deixar esse tipo de comentário me afetar, mas por causa dele vou durmi com raiva! Estou tentando me libertar dele e ligar o foda-se, e vou conseguir, porque amanhã vou acordar cedo para correr! Vou sim! Você vai sim, Bárbara! Vai perder os quilos que você quer perder até a Semana Santa, e olha que são muitos quilos! Dá seu jeito, Bárbara! Se vira!


Bom, boa noite!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Olá para todos!

Hoje estou cansada, mas com o humor legal. Continuo gripada e minha cabeça parece que vai explodir. Mas mesmo assim, fui na academia e continuo com o regime. Eu me impus uma meta: emagrecer no mínimo 5 quilos até a Semana Santa. Não vai ser fácil porque vou ter que aumentar minha carga de exercícios e vou ter que me esforçar bastante para controlar minhas compulsões e a TPM do mês que vem. Descubri que são nas épocas de TPM que eu fico mais pré-disposta a ter ataques de compulsões. E vou ter que parar de pensar em final de semana como sendo sinônimo de comer muito. Vou ter que tirar forças de dentro de mim mesma, porque minha mãe vai passar mais uma semana fora. Ou seja, vou ficar sozinha em casa. Tudo parece que está contra mim. Minha mãe fora, essa gripe que não passa, final de semana sozinha em casa e meu corpo está um pouco fadigado. Vou ter que brigar com vários leões. Mas vamos que vamos, Bárbara.

Então, vocês devem ter notado que eu estou fazendo somente planos para a Semana Santa. Ou seja, está parecendo que quero emagrecer só para este feriado, sendo que o meu plano de vida deveria ser: chegar no meu peso ideal e manter-me desta forma, porque, aliás, eu quero ser magra pro resto da minha vida. Mas, enquanto estava fazendo compras de veduras no supermercado, notei que os ovos de páscoa já estão sendo colocados à venda. O mundo está lotado de tentações para os que querem emagrecer. Beira quase a tortura. Sério mesmo! Então, sabem o que a Bárbara irracional pensou: "segura a fome até passar a Semana Santa. Depois você compra as besteiras que você quiser e sai do regime só um pouco. Aliás, os ovos de páscoa estarão mais baratos fora de época." Vê se pode uma coisa dessas! Eu estou fazendo esse esforço todo para emagrecer até o próximo feriado e depois que ele passar eu posso me permitir sair do regime, sem ainda ter completado minha meta de chegar no peso ideal e ter o corpo que eu quero.

Se bem que dá saudades de comer bastante besteira, incluíndo bastante chocolate. Mas, no meu caso, eu não comeria somente para matar a saudade e sim, para matar a saudade e vomitar tudo depois, porque eu não sei comer só um pouquinho. Eu como é um tantão! Isso me leva a questão de avaliar os prós e os contras de ser gorda e de ser magra. Simplificando, os prós de ser gorda são que eu posso comer qualquer coisa que quiser, na quantidade que eu quiser, e me esconder atrás de tanta banha que nem preciso me arrumar para chamar a atenção dos garotos, já que perderia o interesse por eles. Os contras de ser gorda são que perderia minha vida social pois deixaria de sair e faria da comida minha companheira; seria agressiva com as pessoas pois todos iriam me criticar porque engordei, principalmente minha mãe, minha família, meus colegas e amigos; perderia todo o meu condicionamento físico que consegui até agora com muito esforço; iria me sentir uma fracassada, já que eu luto com a balança desde adolescente e comecei a vomitar exatamente porque não queria engordar; dentre outros motivos. Os contras de ser magra são: não posso comer o que eu quiser, na hora que eu quiser e a quantidade que eu quiser e tenho que me dedicar muito aos exercícios físicos. Os prós de ser magra: mais roupas bonitas me servirão, atrairei olhares dos garotos, me sentirei mais leve, vou conseguir aumentar meu condicionamento físico, dentre outros motivos.

Enfim, agora estou com muito sono e com preguiça de analisar e escrever os prós e os contras de ser magra e gorda. O que eu escrevi acima foi o básico. Mas mesmo que eu saiba das vantagens de ser magra é muito difícil para mim incoporá-las. Perseguir esse objetivo, às vezes, acaba sendo sofrido para mim, que tenho pensamentos e atitudes de gente gorda. Espero, desesperadamente, que um dia consiga mudar isso.

Bem, chega por hoje!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Até que enfim, bom humor!

Boa noite, queridas pessoas.

Sim, hoje estou de bom humor. Conseguir fazer minha corrida antes da chuva e isso me deixou feliz. Quando estava voltando da corrida, toda suada, com nariz escorrendo por causa da gripe e toda feia, advinha quem eu encontro? O menino que sempre tive uma paixonite secreta no colégio e, posso dizer, que até hoje a tenho. Moro no mesmo bairro que ele, estudo na mesma faculdade que ele e nunca topo com o indivíduo em lugar nenhum. Até ja planejei ir numa festa que ele estava, só pra ver a pessoa. Então, sabe o que aconteceu? Ele e o amigo dele (que por sinal era muito gato!) viram que eu estava toda suada e feia e nem pararam para conversa comigo. Tá que eu e ele não somos amigos nem nada. Somos somente conhecidos que estudaram juntos. Ele só acenou com a cabeça, em cumprimento, e passou direto (eu já estava tirando o fone do mp3 pra conversa com ele). Na hora, não sabia se ficava chateada, aliviada ou ligava o foda-se. Sim, fiquei um pouquinho chateada, pois ele é uma paixonite antiga minha, que nem sabe direito que eu existo. Fiquei aliviada, também, porque estava toda suada e feia. Porém, até agora estou tentando ligar o foda-se. A primeira coisa que pensei foi em contar isso no blog.

Parece que existem dois "eus", dentro de mim. A Bárbara racional e a Bárbara irracional (que por sinal sempre aparece junto com o monstro da compulsão!). A Bárbara racional hoje me disse que eu deveria esquecer ele, virar a página, que só assim conseguiria me libertar do colégio, que acho tem uma influência negativa na minha vida. Guardo muito rancor de lá. Mas a Bárbara irracional insiste em aparecer para estragar a festa e fica pensando: "o que é que tem pensar nele. É uma amor platônico. Imagina você ficando com ele, como seria bom". Pois é, Bárbara irracional, mas isso não vai acontecer, mesmo que você queira, as possibilidades de isso acontecer são mínimas. Quero parar de pensar nas pessoas do meu colégio. Elas seguiram a vida delas e não ficam pensando em mim. Tá que eu queria fazer parte do grupo que até hoje são amigos desde o colégio. Esse menino que eu topei voltando da caminhada faz parte dele. Nesse grupo, faziam parte os mais bonitos e populares do colégio. Eu era o patinho feio sem amigos. Tanto que no 3º ano passei praticamente o ano inteiro sem companhia no recreio. Mas, também, por outros motivos (eu conto mais tarde), eu estava me isolando de todos.

Bem, estou caindo em cima do teclado de sono! Mas hoje, também, venci o monstro e segui a dieta. Mas, sempre vem a Bárbara irracional pensando: "depois da Semana Santa, você pode sair um tiquinho do regime, comer bobagens e vomitar". Será que nunca vou conseguir reeducar minha alimentação? Será que um dia esses pensamentos desestimulantes irão embora? Será que eu vou parar de sofrer tanto para poder emgrecer e manter o meu peso? Perguntas, perguntas, e onde estão as respostas...

terça-feira, 15 de março de 2011

"Um dia de cada vez"

Olá!

Como prometi para mim mesma, vou postar todos os dias no blog. Até agora estou cumprindo a promessa. Quero escrever o resumo do meu dia e ver como me comporto. Assim, fica melhor perceber se estou melhorando ou piorando. Tentar analisar a mudança do meu humor e os fatos que acontecem comigo que desencadeam as crises e despertam o monstro. Acho que isso pode me ajudar a melhorar. Além de me fazer excercitar a escrita. Não estou esperançosa de que alguém venha seguir o meu blog. Fiz ele mais com uma função terapeutica para mim. E também, ninguém vai ter paciência de ler aqueles posts gigantes que escrevo. Eu não teria. Mas quem animar de ler, vou ficar feliz em trocar experiências.

Bem, hoje, rotina outra vez. Faculdade, casa, academia, casa. Com a exceção de que estou com a garganta ruim. Detesto ficar gripada e com dor de garganta. Justo agora que estou precisando de um corpo saudável para conseguir ir à academia, eu fico enferma. Saco! Mas, mesmo assim, não posso fazer disso uma desculpa para ficar em casa, pois se ficar em casa, mesmo não conseguindo sentir o gosto dos alimentos, eu iria comer muito. Já começaram as primeiras dificuldades da semana. Amanhã não vai dar para eu ir na academia no horário que sempre vou. Daí, terei que correr na rua. O problema é está chuva que não dá trégua. Mas mesmo com chuva, vi pessoas caminhando. Não quero pular nenhum dia sem fazer exercícios. Quando surge imprevistos assim e eu sou obrigada a sair da minha rotina de exercícios fico irritada e acabo comendo. Vou ter que tirar força de vontade sei lá da onde, mas não quero fraquejar.

Hoje, consegui manter a dieta. "Um dia de cada vez", falo pra mim mesma. Mas mesmo assim, a aproximação do final de semana acaba me deixando preocupada. Final de semana virou sinônimo de comida. Impressionante como essa idéia está introjetada dentro da minha cabeça. Ao invés de pensar em sair e me divertir com meus amigos, só penso em ficar em casa. "Posso aproveitar que minha mãe vai viajar e comer qualquer besteira que eu quiser, assistindo filme", me peguei pensando essa manhã.

Estou me sentindo pra baixo. Não sei se é por causa do regime, que tem pouco carboidratos e o corpo acaba sentindo falta, ou se é porque o meu ânimo está desgastado. Acho que perdi um pouquinho da alegria de viver, se é que um dia eu já tive essa alegria. Ao invés de pensar: "Nossa Bárbara, se você continuar com o regime, você terá o corpo que deseja, todos irão te elogiar. E você atrairá os olhares dos garotos, coisa que você sempre quis: atrair olhares desejosos por você.", estou pensando coisas desestimulantes. Uma colega minha de faculdade disse que estou estranha este ano, que tenho que sair mais animada, que não está me reconhecendo. Com razão, também! Ano passado, de uma forma ou de outra, eu conseguia fingir que estava bem e sempre tinha a cerveja para me dar uma alegrada. Ficava tonta só para esquecer que não tinha o corpo que queria, que tinha compulsões por comida e que vomitava. Esse ano, até sair para beber eu não estou querendo mais. Estou desanimada. Achei que com a volta das aulas eu ficaria mais animada, porque faculdade é cheia de festas. Pois é, pelo visto não fiquei. E estou odiando isto!

Queria ter um corpão, viu! Queria mesmo. Odeio meu corpo. Meninas magras se dão melhor em tudo. São sempre as primeiras a serem azaradas nas baladas. Aparentam serem mais felizes. São mais bonitas. Ninguém gosta de chegar perto de gente feia e gorda. Nunca vi uma gordinha totalmente satisfeita. O rosto das pessoas que são gordas é mais fechado. Enfim, eu sou da opinião que as pessoas magras possuem melhro auto-estima e se dão melhor. 


Bem, vou para de me lamentar por hoje. Estou começando a me achar uma pessoas cansativa e que só sabe se lamentar por ai.


Boa noite!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Hoje ele descansou!

Olá!

Bem, hoje descubri uma coisa. Sou uma pessoa bastante inconstante. Ontem, domingo, estava bastante deprimida. O monstro compulsivo veio com força total. Já, hoje, me sinto diferente. Ler aquilo que eu escrevi desde que comecei meu blog, faz qualquer um ficar triste e pra baixo. Meu Deus! Se não fosse eu que tivesse escrito, acharia que a pessoa estaria na beira de cometer um suicídio!

Minhas aulas começaram hoje. Retomei minha rotina de estudos. Também fui à academia. Ou seja, para quem não queria sair de casa, evoluí bem, né?! Rs! Mas, sempre fico com pé atrás comigo. Qualquer coisa está virando motivo para me abalar. Se não consigo ir na academia na hora que planejava ir, parece que tudo está perdido e acabo perdendo o ânimo de ir. Se fico presa no trânsito para voltar para casa após a faculdade, fico estressada e chego com uma baita fome (o mosntro querendo despertar). Qualquer coisa acaba virando desculpa para comer desesperadamente. E vomitar também.

Hoje recomecei o regime. Estou fazendo um tratamento para emagrecer em uma clínica muito boa. Quando comecei o tratamento estava super animada e determinada. Consegui segurar as pontas por quase 1 mês, comendo direitinho o que a nutricionista falava e fazendo exercícios. Até parei de beber porque sabia que prejudicaria o regime. Então... veio a crise. O monstro despertava mais uma vez. E com força total! Às vezes penso que se eu não tivesse deixado, que tivesse aguentado só mais um pouco, tivesse contado até 100, o monstro poderia ter adormecido de novo. Mas não. Aquela primeira compulsão desencadeiou uma série de compulsões e crises de depressão que nunca me deparei antes. Dessa vez me senti fraca e impossibiltada de lutar sozinha. Vi que realmente preciso de ajuda pra sair dessa, pois agora a tendência é só piorar.

Sou bulímica a três anos. No início, extrapolava na comida. Mas extrapolava só um pouco. Era gulosa. Então, vomitava raramente para desentupir. Achava a sensação aliviante e o corpo agradecia. Aos poucos, isso acabou ficando mais frequente e a injestão de comida foi de uma extrapoladinha para uma extra-mega-master "extrapoladona". Antes, conseguia consumir uma lata de leite condensado ao longo do dia. Hoje, consigo consumir 3 latas no dia, fora o resto das bobagens (no mesmo dia). É comida pra caramba. Meu corpo não suporta e pede pra eu aliviar. Só que não é tão facil mais. Quanto mais eu vomito, mais eu como (engraçado, né?!). E cada vez fica mais dificil de induzir o vômito. Meu organismo está rejeitando o modo como eu induzia o vômito. Antes eu enfiava um dedinho, saia tudo que era uma beleza! Agora, posso enfiar a mão inteira que não consigo aliviar tudo. Isso me preocupa porque se não estou conseguindo por para fora tudo o que eu consumo, meu corpo está digerindo tudo e transformando em gordura.


Estou voltando a engordar. O motivo, acabei de explicar. Todos aqueles quilos que eu perdi em quase 1 mês de dieta e exercícios, estou ganhando novamente. Se eu não parar de comer dessa forma, vou voltar rapidinho com peso do início do tratamento. E começar de novo fica mais duro porque a moral da gente fica lá embaixo. Pô, eu já tinha perdido os tais quilos. Ganhei eles de novo. Agora vou ter que perder os mesmos quilos, mais aqueles que eu tenho que perder para atingir a minha meta do programa de emagrecimento.

Até agora estou seguindo o regime. Mas, minha cabeça sempre flutua para pensamentos como "cinema + chips grande + barra de chocolate + biscoito de chocolate + coca-cola" (esse é o tipo de programa que sempre faço quando estou "deprê". Vou sozinha ao cinema, compro exatamente isso nas lojas americanas, sento nas últimas cadeiras do cinema pra ficar longe das pessoas, pois não quero que elas repararem que estou comendo muito. Depois vou ao banheiro do shopping descarregar tudo, ou quase tudo). Nessa última crise depressiva, fiz muito isso. Faço, também, o mesmo programa em casa, só que com filme alugado.

Mesmo que hoje tenha conseguido evitar as compulsões, domado o monstro um tiquinho, acho que ainda estou fraca. Não saí totalmente dessa crise depressiva que me encontro. Ninguém se recupera da noite para o dia. Mas espero, desesperadamente, conseguir domar o monstro, pelo menos durante um tempo. Sei que ele vai voltar. Mas quero tentar freiar ele para que volte o quanto menos possível.

Por hoje é só pessoal. Rs!