Sabe quando você olha uma pessoa na rua ou um artista na televisão e pensa "eu quero aquela roupa" ou "eu quero usar aquela maquiagem". Daí, você compra uma roupa parecida e faz a mesma maquiagem e não gosta do que vê no espelho. Você fica frustrado, né?! Pois é, acho que estou descobrindo por quê. Acho que quando colocamos algo que nos outros fica bom e na gente não, é porque esperamos ser igual àquela pessoa. Posso estar errada. Mas aprendi a fazer uma maquiagem muito linda no youtube, uma que a Angelina Jolie usa. A moça que ensinou a maquiagem ficou linda tão quanto a Angelina. Daí, fui fazer a mesma coisa. Esperei que num passe de mágica ficaria com o mesmo rosto da moça do vídeo. Mas era só a mesma maquiagem no meu rosto. Não gostei. Não sou tão bonita quanto aquela moça. Mas eu gostaria de ser.
Boa noite para todos!
Acordei hoje, adivinhem? Com fome. Ok, todo mundo acorda com fome. Mas foi mais que uma fome fisiológica. Também foi aquele outro tipo de "fome", que estou tentando descobrir o que é. Ontem sai pra uma vinhada universitária. Fui de carro, me achando "a poderosa". Ô poderosa, mais da metade dos estudantes da sua faculdade tem carro. E carro próprio. Você usa o da sua mãe! Ai, ai!
Cheguei lá. Encontrei meus amigos e comprei uma vodka com energético. Ops! A minha nutricionista foi bastante proibitiva em relação à bebida. Mas mesmo assim, desobedeci, porque achei que se bebesse ia me divertir mais. Santa ingenuidade! A bebida subiu rápido e comecei a reparar o ambiente. "Hum! Vários engenheiros bonitos! Tô solteira e tô de bobeira! Vou começar a flertar. Nossa, mas olha a saia curta dessa menina! Hum, piriguete! Nossa, mas pra quê que aquela menina veio arrumada daquele jeito! Nossa, olha a amiga dela, arrumadaça também. Magras e bem vestidas." (já deram pra sacar que eu própria comecei a me sabotar!). Daí pra frente, galera, não consegui mais curtir a festa. Comecei a me achar inferior. As meninas, realmente, estavam muito bem arrumadas e eram poucas as que usava calça jeans(eu estava usando calça jeans!). Elas chamavam a atenção dos meninos e eu não. Só de alguns, mas eles estavam com cara de desesperados igual eu! Rsrs!
Dois ex-colegas meus do colégio estavam lá. E eu sabia. Vou confessar que não é a primeira vez que me planejo para ir no mesmo lugar que eles, só para poder topar com um deles. Consegui topar com eles lá na vinhada, mas aconteceu o que sempre acontece: cumprimentos de aperto de mão e só. Nem abraço e beijo no rosto tem. Só "toquinho" de mão mesmo e mais nada. Eu saio para o meu lado e eles para o lado deles. Sabem mesmo o que espero desse encontros? Que eles puxassem papo comigo, que achassem legal de eu aparecer na mesma festa que eles e, depois, a gente trocava telefones para poder sair para beber algum dia. Também, se algum deles quisesse me chamar para sair e rolasse alguma "pegação"(como diz uma colega minha), ia até gostar. Rsrs!! Até que eu podia puxar papo com eles, mas sempre que tento fazer isso fico me achando feia, chata e não consigo nem olhar para eles direito. E fica aquele clima desconfortável, porque parece que eles ficam querendo sair correndo e eu também! Coisa de adolescente isso, né?! Não sei por quê eu fico perseguindo eles. Eles estão nem aí pra mim. Nem sequer lembram que eu existo! E eu bobona, fiquei me importando pelo fato de não conseguir conversar com eles na festa, enquanto eles saíram para se divertir, nem se lembrando que eu estava na vinhada.
No final, só sei que estava doida para ir embora. Quando estava saindo, o estacionamento estava cheio de gente carros de som que tocavam ao mesmo tempo música eletrônica, funk e axé. Um povo esquisito dançando igual no Axé Moi e nos bailes funks do Rio de Janeiro. Achei hilária a cena, mas morri de medo de rolar algum arrastão! Nunca tinha visto isso na faculdade: playboy e patricinha, de um lado, dançando eletrônica e de outro, jovens de classes menos avantajadas dançando funk e axé. Estes, com certeza, eram os mais animados. Estavam nem aí pra “playboyarada” e adoro quando gente esnoba playboy e patricinha.
Cheguei em casa de madrugada, mas consegui me controlar e comi só uma rodela de abacaxi. Porém, hoje de manhã, acordei com a tal fome que falei aí em cima. Tinha consulta marcada com minha psicóloga. Acordei atrasada, só para não ter tempo de comer muito no café da manhã e fui para a minha consulta. Depois que me consultei, acho que comecei a entender o que a psicóloga está querendo me dizer. Posso comer a padaria inteira. Não, a padaria não! O supermercado, o hipermercado, o mundo! O vazio sempre volta! Aliás, que vazio é esse que eu sinto? Eu não sei! Eu estou começando a achar que é solidão, mais frustração, combinado com falta de paciência e amor próprio. Nunca aprendi a me amar! Sempre fiz questão que os outros me amasse, mas eu mesma não me amo. Como que eu faço para me amar? Não sei. Sinceramente, eu não sei.
Aprendi a preencher o vazio com comida. Sempre foi assim. Mesmo agora, percebendo que comida nunca vai preencher o tal vazio, eu continuo comendo, sabe por quê? Porque não sei com o que preencher o meu vazio! Quando eu corro, o vazio vai embora e me sinto bem. Mas, mesmo assim. Posso correr da minha casa até outra cidade, que a partir do momento que parar de correr, não sei o que fazer comigo mesma. Não sei lidar comigo. Por isso, eu como. Não adianta só descobrir o meu problema, preciso saber resolve-lo. Mas não estou sabendo por onde começar. Estou mais perdida que cego em tiroteio. Por isso que, hoje, mesmo após a descoberta do vazio dentro de mim, eu me entupi de comida. Consegui controlar na hora do almoço. Mas agora de noite, já estou devorando a geladeira (pelo menos meu dinheiro está a salvo desta vez. A padaria já fechou. É, tem que rir pra não chorar mais!). Parei de vomitar. Minha garganta está um horror. Mas a balança vai me denunciar para a nutricionista e, confesso, que estou com medo dela saber que sai do regime. Ela está me ajudando bastante. Sinto que devo me esforçar por ela também. Não quero que ela perceba que estou dando desculpas para comer. Mas quero parar de arranjar desculpas e parar de comer tanto!
Não posso desistir de tentar sair da situação que eu estou e reeducar meu emocional. E acho que Papai do Céu me mandou uma anjinha pra me ajudar! Ela me disse que estamos juntas nessa caminhada e que não estou só! Além de dedicar o post de hoje para a CEMIG (melhor energia do Brasil. Tá bom, eu acredito!), dedico para esta minha anjinha! Que mando um boa noite, também!
Bom, por hoje é só!
Beijos!
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