domingo, 27 de março de 2011

Olá, minha gente.

Vomitei hoje. Depois sai para comprar mais três pacotes de biscoito de chocolate e vomitei de novo. Só que... advinha? Está tudo aqui dentro da minha barriga, sabe por quê? Porque não consegui vomitar tudo, só água. Estou com a boca seca e lotaaada de biscoito de chocolate na barriga. Que beleza! Aquele discurso de mudança, de conseguir prender o monstro na gaiola, de que a comida não me controla, eu que controlo a comida é tudo idiotice. Sou uma idiota! Adoro bancar a fodona. Ô fodona, você comeu de novo, vomitou de novo, não conseguiu tirar nem metade do que você comeu da barriga e continua engordando. Bárbara, você é uma idiota mesmo. Puta merda. Um puta fiasco.

Eu aluguei um filme, "Preciosa", que conta a história de uma menina obesa de 16 anos pobre, que foi abusada pelo pai biológico, tem dois filhos, sendo que um deles possui síndrome de down, e uma mãe gorda que é o demônio na terra. A atriz que interpreta a mãe ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Muito foda ela! Pois bem. No final, a menina descobre que pegou AIDS do pai, mas consegue dar a volta por cima, não abandona a escola, toma coragem de sair da casa do cão chupando manga que é a mãe dela e decide que vai criar os dois filhos sozinha (a filha que tem síndrome de down morava com a avó materna). Não sei como ela vai conseguir criar os dois filhos, estudar e trabalhar ao mesmo tempo, mas o importante é que o filme termina com um final esperançoso para a Preciosa, que convenhamos, sofreu pra caramba. Tentei comparar o sofrimento dela com outros sofrimentos, como o sofrimento dos judeus no holocausto ou dos negros aidéticos da África. Mas cheguei a conclusão que existem vários tipos de sofrimento.

Aconteceu uma coisa engraçada. Ao invés desse filme me inspirar a enfrentar os meus problemas, me deixou mais pra baixo ainda. Fiquei bastante incomodada quando estava vendo a menina que é obesa e feia, mas mesmo assim, isso não me impediu de continuar comendo horrores. Acontece a mesma coisa quando vejo "The new adveture of old Christine". A protagonista da série é uma quarentona bonitona, mas quando ela fica para baixao, ela come porcarias e bebe vinho. Pois bem, vou confessar algo agora:

Oi, meu nome é Bárbara e eu sou viciada em comida. Sim. Tenho um vício. Comida. Não como para viver e sim vivo para comer. Comida para mim é igual cocaína. Quanto mais eu como, mais vontade dá de comer. Gasto muito dinheiro para sustentar meu vício. Ufa! Tirei um peso das costas! Uhum, tá bom! Tirei nada! Estou tão lotada de comida que estou com falta de ar e suando igual um porco. Mesmo assim, ainda tem espaço para um biscoitinho. JESUS, MARIA, JOSÉ, DEUS, DIVINA TRINDADE, MÃE, ALGUÉEEM TÁ ME OUVINDO? EU VOU EXPLODIR DE TANTO COMER! ALGUÉM ME PARA! SOCORRO!

Ninguém me escutou. Que maravilha! É Bárbara, você está sozinha! Nessas horas de depressão fico olhando as fotos que o povo posta no facebook e no orkut. Meus colegas estão sempre com cara de bêbados e felizes, curtindo a vida de universitários. Uma colega minha viajou em um navio, tipo esses que são universitários. Pura riqueza, noite de gala, boates, luxo, luxo e luxo. Até a Globo estava filmando cenas da novela no navio. Tudo do jeito que ela gosta, ambiente luxuoso, gente rica e lugares bonitos de se visitar. Ela é mais ou menos pobre. Trabalha para bancar a vida de luxo dela, comprar as roupas dela e pagar as viagens e as festas caras que ela vai. Tudo parcelado. Mas quem sou eu para julgá-la? Pelo menos ela está se divertindo da maneira que ela gosta de se divertir, está aproveitando a vida como se não houvesse amanhã. Ela está vivendo! Se ficar desempregada, não tem aonde cair morta. Sabe ler e escrever, mas é só também. Não tem um curso superior. Mas ela tem o que falta pra muita gente e pra mim: esperteza e vontade de viver. Concordo que ela é fútil e só gosta de riqueza. Mas ela sabe viver a vida que ela acha que é boa para ela. Ao contrário de mim, que fico aqui sofrendo de dor de barriga, parecendo que vou explodir de tanta comida e me lamentando sem fazer nada.

Aném, tô cansada. Não quero desistir de tentar viver, mas estou perdendo as forças. Por favor, alguém leia este blog e me ajude. Vou passar o link dele para a minha psicóloga, mas não sei se ela vai conseguir ler todos os posts, porque escrevo muito e são muitos posts. Estou procurando ajuda. Não quero que sintam pena, quero que me ajudem a me ajudar. Se ninguém puder me ajudar, que eu consiga sair dessa situação sozinha. Quero poder chegar lá na frente e dizer "eu consegui.".

Boa noite!

sábado, 26 de março de 2011

Completa ausência de sentimentos!

Completa ausência de sentimentos. Desta forma me encontro. Parece que as coisas perderam o sentido para mim. Estou me afastando cada vez mais da minha família e dos colegas ( não posso classificá-los como amigos). Não faço mais questão de ter gente ao meu redor. Perdi o ânimo de sair, mas não quero ficar em casa. Quero me isolar, mas ao mesmo tempo estou com medo. Medo de ficar sozinha comigo mesma. Eu sou capaz de ao mesmo tempo cuidar de mim e de me destruir. Sou minha melhor amiga e companheira, mas minha pior inimiga. Quando falo do monstro, esse monstro é uma parte de mim. Quando ele vem, vem pra destruir e sempre luta para ficar. Enquanto a outra parte, que é bastante frágil, tenta empurrar o monstro de volta pra gaiola dele. O monstro representa a depressão, a compulsão, os pensamentos ruins e irracionais; ele é cheio de raiva, de rancor, loucura e só me traz sofrimento e dor. Mas, às vezes, parece que preciso dele, porque só depois que ele aparece que consigo ver que existe outra parte dentro de mim que ainda quer lutar.

Tenho medo de ficar sozinha. Essa é a verdade que não gosto de confessar. Mas não quero depender da presença das pessoas, porque elas sempre vão embora. Tenho medo dos monstros dos filmes, não gosto de ficar sozinha em casa a noite. Tenho medo de perder minha mãe. Mas quando ela está perto de mim, eu odeio ela. Quando ela está longe, eu gosto dela. Não sei se a amo. Não sei o que é amar. Gostaria que ela parasse de fazer diferença na minha vida, mas ela faz. Ás vezes, sinto saudades dela, vontade de beijar ela, falar que amo ela. Mas depois sinto que eu deveria odiá-la. Mãe é mãe, você tem que amar ela de qualquer jeito, porque quando você perder ela, vai sentir saudades e vai ser arrepender. Por quê? Porque sua mãe cuidou de você quando era pequena, coloca comida dentro de casa, compra roupa para você, paga plano de saúde, te dá dinheiro para sair. Mas, por que tenho que me arrepender se ela se for? Quero uma resposta que me satisfaça completamente. Que seja fora do senso comum. Tá bom que a idéia da morte de alguém sempre assusta a gente. Mas então, deveria amar meu pai? Vou sentir falta dele quando ele morrer e vou me arrepender por não ter procurado ele e tentado me reconciliar? Sinceramente, a religião e as pessoas "boas" acham que sim. Mas por que o filho da mãe, desgraçado não pode fazer a mesma coisa? Por que a minha mãe também não pode mudar um pouco o jeito dela e ser mais paciente comigo? Por que sou só eu que tenho que levar toda a carga da culpa em cima dos meus ombros? Por que sou eu que tenho que mudar, ter mais paciência, agradecer por ela existir? E se eu morrer? Será ninguém vai sentir minha falta e não vai desejar ter sido mais presente e mais paciente comigo? Pois tá ai! Eu queria morrer só um dia, só para ver a reação das pessoas que me conhecem. Mas não quero morrer. Tenho medo disso também. Penso que eu deveria tentar ter minha chance de conseguir viver, pois ainda não vivi minha vida.

Uma pergunta: cadê minha mãe quando tenho crises nervosas, compulsões e vomito até passar mal? Hoje, por exemplo, quase pedi ajuda da SAMU, porque meu estômago estava doento muito, parecia que ia desmaiar, estava tonta e chorando. Tá bom que eu tento esconder minhas compulsões dela. Mas, poxa, isso não significa que eu não queria que ela soubesse e me ajudasse. Se bem que se ela souber, vai me xingar. Vai falar que não tenho força de vontade, que gasto dinheiro comprando essas porcaria e que ela desperdiçou o dinheiro investido no tratamento para emagracer caro que ela pagou para mim. Que não aguenta mais pagar psicóloga pra mim. Que quando eu tiver nervosa é pra tomar fluoxetina. Essa porra de remédio não funciona pra mim. E também não quero tomar remédio. Quero me livrar das compulsões que aparecem quando não consigo resolver um problema de imediato. Quero é ter paciência e saber respirar na hora do aperto e aceitar minhas responsabilidades.

Briguei feio ontem com minha mãe, e não foi a primeira vez que ela me bateu. Ela podia ter mais força pra conseguir me bater mais forte, porque, já que estou apanhando e sendo humilhada mesmo, que apanhe com força, pra sentir a dor física por mais tempo. Sou um pouco masoquista! Hehe! Por causa disso, escrevi uma carta bem atrevida pra ela, enquanto derramava rios de lágrimas no teclado do computador. Cena de filme! Mas daí, quando estava pronta, a impressora deu problema. Então fui na cozinha e aconteceu aquilo que descrevi ontem no blog. O impulso de entregar a carta atrevida passou depois que vomitei. Daí, fiquei imaginando se seria realmente prudente ter entregado a carta. Acho que alguma coisa, sei lá, Deus, o universo, fez a impressora dar pau, para eu poder comer, vomitar e não entregar a carta.

Estou com mania de tomar os remédios calmantes da minha mãe. Ontem tomei dois de noite. Fiquei relaxaaaada e fui durmi. Acordei meio groge, mas numa vibe legal. Daí, minha mãe me pediu para ir levar o carro para lavar porque ela estava com infecção urinária. Na hora, senti pena, levantei e fui levar o carrinho dela pra lavar. Quando estava voltando para casa me deu uma vontade de chorar. Parecia que hoje eu não queria acordar. Queria ficar só dormindo, passar o dia em branco, deixar de viver hoje. Daí, quando cheguei em casa, encontrei ela deitada no sofá e o almoço estava por fazer. Não sei se ela estava esperando que eu fizesse, mas não quis fazer. Por preguiça? Sei lá. Na hora, não tive vontade de agradá-la. Tomei o santo remédinho dela de dormir e viajei. Literalmente viajei. Eu não estava dormindo, eu estava viajando. Não consigo me lembrar o que era, mas parecia que estava empurrando coisas que flutuavam. Muita viagem! Depois de um tempo, ela me acordou e falou que o almoço estava pronto. A última coisa que comi no almoço foi verdura. Não estava enchergando quase nada. Ainda estava flutuando. Daí, ela falou que ia para a cidade da família dela. Ligou para minha tia e essa tia quase me convenceu a ir com minha mãe. Mas eu não estava afm. Estava afim mesmo de ficar em casa, sozinha e comer pra caramba. Foi isso que fiz. Fiquei com um pouco de dó da minha mãe, porque parecia que ela queria que eu fosse com ela. Mas, não gosto da presença dela perto de mim. Isso é fato. Não estou com saco pra aguentar minhas tias, primos e minha avó. Aliás, por causa da minha mãe, estou tomando birra de velhos. Não vou para o céu, definitivamente! Já não tenho saco pra crianças, agora não tenho saco pra velhos.

A vontade de comer besteiras está voltando. Eu joguei fora o pacote de biscoito que tinha comprado. Estou com vontade de comer ele agora. Mas, e ai? Se eu comer, vou querer comer mais chocolate, depois mais não sei o que, e depois? Vomitar de novo... sempre o mesmo ciclo. Será que essa vontade nunca vai passar? Basta, meu Deus! Estou cansada de lutar sozinha, poxa!

Bem, vou dormir agora. Bom desabafar no blog. Desculpe-me os palavrões, mas é muito bom falar palavrão!
Boa noite!

sexta-feira, 25 de março de 2011

O monstro voltou.

É pessoal, ele está de volta.
Duas semanas sem ele. Duas semanas aguentando firme. Mas ele voltou. Só vim trazer esta trágica notícia. Desde que ele adormeceu, eu não escrevo no blog. Mas hoje a compulsão voltou. Comi umas coisas esquistas só pra vomitar depois. Exemplo: creme de leite com açucar refinada e pó de gelatina, misturado com amendoim e mel. Que troço nojento. Mas a compulsão despertou o monstro e quando ele pede por algo doce, vai qualquer coisa, minha gente! Até essa gororoba ai. Por falta de algo mais calórico, meu pão integral dançou também. Comi quase ele todo com a carne cozida do almoço e muuuuita maionese. Nossa, que nojo! Mas nem senti o gosto. Só me dei conta do que eu comi, depois de muito cheia.

Então, fui vomitar. Depois tomei banho. Para esquecer esse episódio e conseguir dormir queria tomar o remédio de dormir da minha mãe. Mas não achei. Então tomei uma cápsula de um relaxante dela lá. Mas tá tanto barulho aqui no meu bairro (vizinho fazendo festa com música alta), que vou tomar mais uma, até sentir que fiquei dopada o bastante para não aguentar ficar mais acordada. Se eu começar a viciar nesses remédios, tô nem ai mais!

Hoje teve a vinhada do Direito que é o trote dos calouros. Não fiquei nem um pouco a vontade porque não fico a vontade com tanta menina bonita e magra e eu gorda. Me pesei hoje, também, e descobri que não emagreci quase nada, apesar de ter me esforçado bastante e feito muito exercício físico. Tô cansada disso já também. Muito esforço para eliminar umas graminhas de nada. Que saco! Briguei feio com minha mãe. Odeio essa vaca que infelizmente que banca! Odeio, odeio! Velha infernal! Bruxa! Foda-se você que acha que estou exagerando. Mora com essa vaca primeiro e depois me conta o que achou. Sete anos para conseguir me livrar dela. Sete anos! Estou contando até os segundos. O dia que sair dessa casa, vou mandar um "foda-se, não preciso mais de você, sua vaca!" bem bonito na cara dela. Vai ser o dia mais feliz da vida. O segundo dia mais feliz da minha vida vai ser quando eu mandar o Rogério, meu "pai", tomar no c*. O terceiro dia, vai ser quando minha irmã me pedir ajuda e eu fazer questão de não ajudar. O quarto, vai ser quando eu realmente fica livre dessa família que só me humilhou. Livre dessa velha nojenta que é minha "mãe". Livre do dinheiro dela! Independencia. Não penso em constituir outra família. Não tenho paciência pra família. Sou uma pessoa solitária. Aprendi a viver assim. "Ah, mas é muito ruim ficar sozinha!", você pensa. Tem gente que se acostuma, e eu estou me acostumando. Mãe e pai de verdade nunca tive.Cansei de chorar por isso. Hoje já chorei demais. Chega, pelo menos por hoje.

Nada deu certo pra mim hoje. Tá bom!, não fui atropelada por um ônibus, continuo respirando, tem gente que está em pior situação que eu, blá blá blá... Ah, vai toma naquele lugar, vai?!!!!

Boa noite!

ps: ah, e meus planos pra Semana Santa estão indo por água abaixo. Então, pra quê que eu vou me esforça até lá? Hum?! Amanhã, provavelmente vou comer igual uma louca e depois me sentir culpada! O monstro voltou, minha gente, e tá feroz!!!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Comentários que irritam!

Estou irritada hoje.

Me tiraram do sério. É impressionante como as pessoas podem influênciar o nosso dia. O meu começou bem, mas após a ligação de uma amiga minha de faculdade, já era meu bom humor. O bom disso que não descontei na comida a minha irritação! Pois bem, vou explicar o que é que está rolando: meus amigos estão achando que eu mudei, que não estou mais animada como ano passado. Poxa, não é a primeira vez que escuto esse comentário. O problema é: caramba, eu sei que eu mudei e que estou diferente. Mas a minha vontade é de mandar todo mundo que acha isso se danar, porque já estou de saco cheio desse comentário. Pô, foda-se que eu mudei! Acostumem-se! Não vou ficar chorando meus problemas no ombro de amigo não. E nem vou ficar me justificando para eles não. Que saco!

Este ano mudei sim. Estou tentando emagrecer, parei de beber todo final de semana, parei de sair todo final de semana e mudei algumas atitudes minhas, que não sei explicar quais são elas. Mas, passei por situações nesse início de ano que nunca tinha passado, como a piora dos meus episódios de compulsão, como a tomada de uma atitude radical para conseguir emagrecer e como a mudança de alguns pensamentos. Este ano decidi que quero juntar dinheiro para fazer uma viagem e é o que estou fazendo. Se isso implica deixar de sair para economizar dinheiro, eu estou deixando de sair. O monstro voltou este ano bastante forte, e isso implicou numa baita depressão, com episódios seguidos de compulsão e vômitos, isolamentos do convívio social e perda de dinheiro, pois comprei muita porcaria de comer que custa caro.

Para emagracer, tive que abdicar de beber muito, tiver que abdicar de sair do regime nos finais de semana, tive que aumentar minha carga de exercícios físicos, estou tentando trocar os pensamentos de gordo por pensamentos de pessoas magras e saudáveis e o mais importante, estou tentando elevar minha auto-estima que é facilmente abalada e ainda é muito fraca. Notei que minha vontade de ficar com garotos diminuiu, acho que devido às compulsões e a imagem que tenho de mim mesma. Me acho inferior às outras pessoas. Perdi quase totalmente a vontade de sair como antigamente, em festas universitárias e baladas. Estou pra baixo. Mas quando escuto os outros falarem que estou desanimada, isto me irrita profundamente. Eu sei que é verdade, mas, ah sei lá, me deixem em paz. Não quero ficar tentando voltar a ser o que era por causa dos outros. Aliás, ano passado eu estava muito acima do meu peso e me achava feia, mas para os outros não perceberem, eu bancava a palhaça gracista que bebia demais. Não tenho saco mais para ser a palhaça da turma! Cansei, escutaram, cansei! Quer rir, procura um circo! Tô cansada, pô!

Eu tenho uma meta para cumprir até a Semana Santa. Se eu não cumprir vou ficar bastante frustrada. Não posso deixar esse tipo de comentário me afetar, mas por causa dele vou durmi com raiva! Estou tentando me libertar dele e ligar o foda-se, e vou conseguir, porque amanhã vou acordar cedo para correr! Vou sim! Você vai sim, Bárbara! Vai perder os quilos que você quer perder até a Semana Santa, e olha que são muitos quilos! Dá seu jeito, Bárbara! Se vira!


Bom, boa noite!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Olá para todos!

Hoje estou cansada, mas com o humor legal. Continuo gripada e minha cabeça parece que vai explodir. Mas mesmo assim, fui na academia e continuo com o regime. Eu me impus uma meta: emagrecer no mínimo 5 quilos até a Semana Santa. Não vai ser fácil porque vou ter que aumentar minha carga de exercícios e vou ter que me esforçar bastante para controlar minhas compulsões e a TPM do mês que vem. Descubri que são nas épocas de TPM que eu fico mais pré-disposta a ter ataques de compulsões. E vou ter que parar de pensar em final de semana como sendo sinônimo de comer muito. Vou ter que tirar forças de dentro de mim mesma, porque minha mãe vai passar mais uma semana fora. Ou seja, vou ficar sozinha em casa. Tudo parece que está contra mim. Minha mãe fora, essa gripe que não passa, final de semana sozinha em casa e meu corpo está um pouco fadigado. Vou ter que brigar com vários leões. Mas vamos que vamos, Bárbara.

Então, vocês devem ter notado que eu estou fazendo somente planos para a Semana Santa. Ou seja, está parecendo que quero emagrecer só para este feriado, sendo que o meu plano de vida deveria ser: chegar no meu peso ideal e manter-me desta forma, porque, aliás, eu quero ser magra pro resto da minha vida. Mas, enquanto estava fazendo compras de veduras no supermercado, notei que os ovos de páscoa já estão sendo colocados à venda. O mundo está lotado de tentações para os que querem emagrecer. Beira quase a tortura. Sério mesmo! Então, sabem o que a Bárbara irracional pensou: "segura a fome até passar a Semana Santa. Depois você compra as besteiras que você quiser e sai do regime só um pouco. Aliás, os ovos de páscoa estarão mais baratos fora de época." Vê se pode uma coisa dessas! Eu estou fazendo esse esforço todo para emagrecer até o próximo feriado e depois que ele passar eu posso me permitir sair do regime, sem ainda ter completado minha meta de chegar no peso ideal e ter o corpo que eu quero.

Se bem que dá saudades de comer bastante besteira, incluíndo bastante chocolate. Mas, no meu caso, eu não comeria somente para matar a saudade e sim, para matar a saudade e vomitar tudo depois, porque eu não sei comer só um pouquinho. Eu como é um tantão! Isso me leva a questão de avaliar os prós e os contras de ser gorda e de ser magra. Simplificando, os prós de ser gorda são que eu posso comer qualquer coisa que quiser, na quantidade que eu quiser, e me esconder atrás de tanta banha que nem preciso me arrumar para chamar a atenção dos garotos, já que perderia o interesse por eles. Os contras de ser gorda são que perderia minha vida social pois deixaria de sair e faria da comida minha companheira; seria agressiva com as pessoas pois todos iriam me criticar porque engordei, principalmente minha mãe, minha família, meus colegas e amigos; perderia todo o meu condicionamento físico que consegui até agora com muito esforço; iria me sentir uma fracassada, já que eu luto com a balança desde adolescente e comecei a vomitar exatamente porque não queria engordar; dentre outros motivos. Os contras de ser magra são: não posso comer o que eu quiser, na hora que eu quiser e a quantidade que eu quiser e tenho que me dedicar muito aos exercícios físicos. Os prós de ser magra: mais roupas bonitas me servirão, atrairei olhares dos garotos, me sentirei mais leve, vou conseguir aumentar meu condicionamento físico, dentre outros motivos.

Enfim, agora estou com muito sono e com preguiça de analisar e escrever os prós e os contras de ser magra e gorda. O que eu escrevi acima foi o básico. Mas mesmo que eu saiba das vantagens de ser magra é muito difícil para mim incoporá-las. Perseguir esse objetivo, às vezes, acaba sendo sofrido para mim, que tenho pensamentos e atitudes de gente gorda. Espero, desesperadamente, que um dia consiga mudar isso.

Bem, chega por hoje!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Até que enfim, bom humor!

Boa noite, queridas pessoas.

Sim, hoje estou de bom humor. Conseguir fazer minha corrida antes da chuva e isso me deixou feliz. Quando estava voltando da corrida, toda suada, com nariz escorrendo por causa da gripe e toda feia, advinha quem eu encontro? O menino que sempre tive uma paixonite secreta no colégio e, posso dizer, que até hoje a tenho. Moro no mesmo bairro que ele, estudo na mesma faculdade que ele e nunca topo com o indivíduo em lugar nenhum. Até ja planejei ir numa festa que ele estava, só pra ver a pessoa. Então, sabe o que aconteceu? Ele e o amigo dele (que por sinal era muito gato!) viram que eu estava toda suada e feia e nem pararam para conversa comigo. Tá que eu e ele não somos amigos nem nada. Somos somente conhecidos que estudaram juntos. Ele só acenou com a cabeça, em cumprimento, e passou direto (eu já estava tirando o fone do mp3 pra conversa com ele). Na hora, não sabia se ficava chateada, aliviada ou ligava o foda-se. Sim, fiquei um pouquinho chateada, pois ele é uma paixonite antiga minha, que nem sabe direito que eu existo. Fiquei aliviada, também, porque estava toda suada e feia. Porém, até agora estou tentando ligar o foda-se. A primeira coisa que pensei foi em contar isso no blog.

Parece que existem dois "eus", dentro de mim. A Bárbara racional e a Bárbara irracional (que por sinal sempre aparece junto com o monstro da compulsão!). A Bárbara racional hoje me disse que eu deveria esquecer ele, virar a página, que só assim conseguiria me libertar do colégio, que acho tem uma influência negativa na minha vida. Guardo muito rancor de lá. Mas a Bárbara irracional insiste em aparecer para estragar a festa e fica pensando: "o que é que tem pensar nele. É uma amor platônico. Imagina você ficando com ele, como seria bom". Pois é, Bárbara irracional, mas isso não vai acontecer, mesmo que você queira, as possibilidades de isso acontecer são mínimas. Quero parar de pensar nas pessoas do meu colégio. Elas seguiram a vida delas e não ficam pensando em mim. Tá que eu queria fazer parte do grupo que até hoje são amigos desde o colégio. Esse menino que eu topei voltando da caminhada faz parte dele. Nesse grupo, faziam parte os mais bonitos e populares do colégio. Eu era o patinho feio sem amigos. Tanto que no 3º ano passei praticamente o ano inteiro sem companhia no recreio. Mas, também, por outros motivos (eu conto mais tarde), eu estava me isolando de todos.

Bem, estou caindo em cima do teclado de sono! Mas hoje, também, venci o monstro e segui a dieta. Mas, sempre vem a Bárbara irracional pensando: "depois da Semana Santa, você pode sair um tiquinho do regime, comer bobagens e vomitar". Será que nunca vou conseguir reeducar minha alimentação? Será que um dia esses pensamentos desestimulantes irão embora? Será que eu vou parar de sofrer tanto para poder emgrecer e manter o meu peso? Perguntas, perguntas, e onde estão as respostas...

terça-feira, 15 de março de 2011

"Um dia de cada vez"

Olá!

Como prometi para mim mesma, vou postar todos os dias no blog. Até agora estou cumprindo a promessa. Quero escrever o resumo do meu dia e ver como me comporto. Assim, fica melhor perceber se estou melhorando ou piorando. Tentar analisar a mudança do meu humor e os fatos que acontecem comigo que desencadeam as crises e despertam o monstro. Acho que isso pode me ajudar a melhorar. Além de me fazer excercitar a escrita. Não estou esperançosa de que alguém venha seguir o meu blog. Fiz ele mais com uma função terapeutica para mim. E também, ninguém vai ter paciência de ler aqueles posts gigantes que escrevo. Eu não teria. Mas quem animar de ler, vou ficar feliz em trocar experiências.

Bem, hoje, rotina outra vez. Faculdade, casa, academia, casa. Com a exceção de que estou com a garganta ruim. Detesto ficar gripada e com dor de garganta. Justo agora que estou precisando de um corpo saudável para conseguir ir à academia, eu fico enferma. Saco! Mas, mesmo assim, não posso fazer disso uma desculpa para ficar em casa, pois se ficar em casa, mesmo não conseguindo sentir o gosto dos alimentos, eu iria comer muito. Já começaram as primeiras dificuldades da semana. Amanhã não vai dar para eu ir na academia no horário que sempre vou. Daí, terei que correr na rua. O problema é está chuva que não dá trégua. Mas mesmo com chuva, vi pessoas caminhando. Não quero pular nenhum dia sem fazer exercícios. Quando surge imprevistos assim e eu sou obrigada a sair da minha rotina de exercícios fico irritada e acabo comendo. Vou ter que tirar força de vontade sei lá da onde, mas não quero fraquejar.

Hoje, consegui manter a dieta. "Um dia de cada vez", falo pra mim mesma. Mas mesmo assim, a aproximação do final de semana acaba me deixando preocupada. Final de semana virou sinônimo de comida. Impressionante como essa idéia está introjetada dentro da minha cabeça. Ao invés de pensar em sair e me divertir com meus amigos, só penso em ficar em casa. "Posso aproveitar que minha mãe vai viajar e comer qualquer besteira que eu quiser, assistindo filme", me peguei pensando essa manhã.

Estou me sentindo pra baixo. Não sei se é por causa do regime, que tem pouco carboidratos e o corpo acaba sentindo falta, ou se é porque o meu ânimo está desgastado. Acho que perdi um pouquinho da alegria de viver, se é que um dia eu já tive essa alegria. Ao invés de pensar: "Nossa Bárbara, se você continuar com o regime, você terá o corpo que deseja, todos irão te elogiar. E você atrairá os olhares dos garotos, coisa que você sempre quis: atrair olhares desejosos por você.", estou pensando coisas desestimulantes. Uma colega minha de faculdade disse que estou estranha este ano, que tenho que sair mais animada, que não está me reconhecendo. Com razão, também! Ano passado, de uma forma ou de outra, eu conseguia fingir que estava bem e sempre tinha a cerveja para me dar uma alegrada. Ficava tonta só para esquecer que não tinha o corpo que queria, que tinha compulsões por comida e que vomitava. Esse ano, até sair para beber eu não estou querendo mais. Estou desanimada. Achei que com a volta das aulas eu ficaria mais animada, porque faculdade é cheia de festas. Pois é, pelo visto não fiquei. E estou odiando isto!

Queria ter um corpão, viu! Queria mesmo. Odeio meu corpo. Meninas magras se dão melhor em tudo. São sempre as primeiras a serem azaradas nas baladas. Aparentam serem mais felizes. São mais bonitas. Ninguém gosta de chegar perto de gente feia e gorda. Nunca vi uma gordinha totalmente satisfeita. O rosto das pessoas que são gordas é mais fechado. Enfim, eu sou da opinião que as pessoas magras possuem melhro auto-estima e se dão melhor. 


Bem, vou para de me lamentar por hoje. Estou começando a me achar uma pessoas cansativa e que só sabe se lamentar por ai.


Boa noite!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Hoje ele descansou!

Olá!

Bem, hoje descubri uma coisa. Sou uma pessoa bastante inconstante. Ontem, domingo, estava bastante deprimida. O monstro compulsivo veio com força total. Já, hoje, me sinto diferente. Ler aquilo que eu escrevi desde que comecei meu blog, faz qualquer um ficar triste e pra baixo. Meu Deus! Se não fosse eu que tivesse escrito, acharia que a pessoa estaria na beira de cometer um suicídio!

Minhas aulas começaram hoje. Retomei minha rotina de estudos. Também fui à academia. Ou seja, para quem não queria sair de casa, evoluí bem, né?! Rs! Mas, sempre fico com pé atrás comigo. Qualquer coisa está virando motivo para me abalar. Se não consigo ir na academia na hora que planejava ir, parece que tudo está perdido e acabo perdendo o ânimo de ir. Se fico presa no trânsito para voltar para casa após a faculdade, fico estressada e chego com uma baita fome (o mosntro querendo despertar). Qualquer coisa acaba virando desculpa para comer desesperadamente. E vomitar também.

Hoje recomecei o regime. Estou fazendo um tratamento para emagrecer em uma clínica muito boa. Quando comecei o tratamento estava super animada e determinada. Consegui segurar as pontas por quase 1 mês, comendo direitinho o que a nutricionista falava e fazendo exercícios. Até parei de beber porque sabia que prejudicaria o regime. Então... veio a crise. O monstro despertava mais uma vez. E com força total! Às vezes penso que se eu não tivesse deixado, que tivesse aguentado só mais um pouco, tivesse contado até 100, o monstro poderia ter adormecido de novo. Mas não. Aquela primeira compulsão desencadeiou uma série de compulsões e crises de depressão que nunca me deparei antes. Dessa vez me senti fraca e impossibiltada de lutar sozinha. Vi que realmente preciso de ajuda pra sair dessa, pois agora a tendência é só piorar.

Sou bulímica a três anos. No início, extrapolava na comida. Mas extrapolava só um pouco. Era gulosa. Então, vomitava raramente para desentupir. Achava a sensação aliviante e o corpo agradecia. Aos poucos, isso acabou ficando mais frequente e a injestão de comida foi de uma extrapoladinha para uma extra-mega-master "extrapoladona". Antes, conseguia consumir uma lata de leite condensado ao longo do dia. Hoje, consigo consumir 3 latas no dia, fora o resto das bobagens (no mesmo dia). É comida pra caramba. Meu corpo não suporta e pede pra eu aliviar. Só que não é tão facil mais. Quanto mais eu vomito, mais eu como (engraçado, né?!). E cada vez fica mais dificil de induzir o vômito. Meu organismo está rejeitando o modo como eu induzia o vômito. Antes eu enfiava um dedinho, saia tudo que era uma beleza! Agora, posso enfiar a mão inteira que não consigo aliviar tudo. Isso me preocupa porque se não estou conseguindo por para fora tudo o que eu consumo, meu corpo está digerindo tudo e transformando em gordura.


Estou voltando a engordar. O motivo, acabei de explicar. Todos aqueles quilos que eu perdi em quase 1 mês de dieta e exercícios, estou ganhando novamente. Se eu não parar de comer dessa forma, vou voltar rapidinho com peso do início do tratamento. E começar de novo fica mais duro porque a moral da gente fica lá embaixo. Pô, eu já tinha perdido os tais quilos. Ganhei eles de novo. Agora vou ter que perder os mesmos quilos, mais aqueles que eu tenho que perder para atingir a minha meta do programa de emagrecimento.

Até agora estou seguindo o regime. Mas, minha cabeça sempre flutua para pensamentos como "cinema + chips grande + barra de chocolate + biscoito de chocolate + coca-cola" (esse é o tipo de programa que sempre faço quando estou "deprê". Vou sozinha ao cinema, compro exatamente isso nas lojas americanas, sento nas últimas cadeiras do cinema pra ficar longe das pessoas, pois não quero que elas repararem que estou comendo muito. Depois vou ao banheiro do shopping descarregar tudo, ou quase tudo). Nessa última crise depressiva, fiz muito isso. Faço, também, o mesmo programa em casa, só que com filme alugado.

Mesmo que hoje tenha conseguido evitar as compulsões, domado o monstro um tiquinho, acho que ainda estou fraca. Não saí totalmente dessa crise depressiva que me encontro. Ninguém se recupera da noite para o dia. Mas espero, desesperadamente, conseguir domar o monstro, pelo menos durante um tempo. Sei que ele vai voltar. Mas quero tentar freiar ele para que volte o quanto menos possível.

Por hoje é só pessoal. Rs!

domingo, 13 de março de 2011

"Homem é tudo palhaço"

Estava lendo o blog "Homem é tudo palhaço". Gente, ótimo blog. Vale a pena conferir.
Li um post muito engraçado intitulado "Tá com pena do Palhaço Glamour", onde a autora do post contou que conheceu um cara muito legal, que no início era super fofo e atencioso com ela. Só que ele fez uma palhaçada com ela no telefone. Em uma sexta-feira, ela resolveu ligar pra ele, o chamando para tomar uma cerveja. Só que o "palhaço" estava com um amigo e ele foi pego desprevinido debochando dela para o amigo. A autora ouviu ele dizendo "sexta-feira... fala sério... sem compromisso...."através do celular. Então, o que ela fez? Desligou o celular, saiu correndo para o isolamento da casa dela se intupir de bobagens até vomitar, se achando a mais feia do mundo e se perguntando o que ela tinha feito de errado para ele não gostar dela? Não. Quem teria feito isso seria eu. Ela respirou fundo e impôs respeito pra cima dele, na maior educação, sem baixaria. Fina e inteligentemente, ela o mandou "pastar". Bem feito pra ele. Agora, diz a autora nos seus post, ele não sai do pé dela.

Se acontecesse isso comigo, e ele ligasse de novo pedindo desculpas, eu cairia igual patinho. Ia acabar me apaixonando, ele iria pisar em mim e, depois de ter se "divertido" comigo, iria largar o osso. Então, eu sofreria, pois não me dou valor. Um dia quero ser capaz de poder fazer a mesma coisa com um "palhaço".

Bem, aí vai o link do blog: http://tudopalhaco.blogspot.com/

Beijos!

Gente, detesto domingo!

Gente, detesto domingo!

O dia parece que não passa. É triplamente torturante porque: você sabe que o final de semana acabou, que amanhã começa mais uma semana e que segunda-feira o trânsito fica terrível!

Pois é, amanhã começam minhas aulas. Vamos ver se as compulsões diminuem, pois agora terei outras coisas para ocupar minha cabeça. Ou não. No primeio semestre de faculdade, entrei numa crise depressiva e as compulsões eram frequentes. Estou com medo de voltar as aulas, de encarar as pessoas. Só quero ficar dentro de casa. Puts, que fracassada eu sou! Mas estou buscando ajuda. O problema que faz quase três anos que busco ajuda e infelizmente não consegui me livrar da depressão. Uma vez, a psicóloga me perguntou quando foi a última vez que havia sentido felicidade. Respondi que sempre fui triste, que estados de felicidade são raridade na minha vida. Que sempre fui triste, pois é o meu estado natural. Me acomodei desse jeito.

Voltei a frequentar uma psicóloga. Já frequentei três psicólogos. Infelizmente, nenhum deles conseguiu me ajudar e eu não me deixei ser ajudada por eles. Estou cansada. De vez enquando penso em desistir, já que já nasci assim, não tem mais jeito de mudar. Mas, resolvi usar o pouco da esperança que me resta para tentar sair dessa situação. Ai, Deus, me ajuda! Não tenho religião, mas acredito em Nele.

Bem, mas enquanto ao domingo, além de passar devagar, o dia aqui está chuvoso. Ai ai, como detesto domingo!
Bom dia para todos!

O meu não começou muito bem. Rs! Mas tomara que o dia de vocês tenha começado bem. Nada me aconteceu hoje, mas mesmo assim acordei "deprê".  Agora, enquanto escrevo, estou comendo uma pacote de biscoito recheado sem piscar. Hoje eu já acordei com a intenção de vomitar. Então, esperei minha mãe sair para almoçar e logo em seguida, sai para compra besteiras calóricas na padaria. Lá vai meu dinheiro embora!
Ontem, foi o primeiro dia do meu blog. A finalidade terapeutica dele funcionou por algumas horas. Após desabafar aqui, uma colega de faculdade me ligou chamando para sair. Fiquei animada. Bom sinal, né?! Bem, foi, mas durou poucas horas. Estava animada para sair, beber cerveja e ver pessoas. Para não ficar de estômago vazio e correr o risco de ficar muito bêbada, eu comi muita salada. Muita mesmo, até fiquei com uma culpazinha. Mas bem, era salada. Não queria jantar para não despertar o monstro da compulsão.
Eu morro de medo nas horas que tenho que me arrumar para sair: tenho a impresão de que a calça jeans não vai entrar (não uso short porque tenho vergonha das minhas pernas roliças); não gosto de me olhar no espelho, porque uso só bata, sendo que todas as minhas amigas usam roupas coladas (aliás, todas elas, exceto uma, são magras). Isso sempre me abala um pouquinho.
Mas estava animada, não sei por quê, mas estava. Depois de arrrumada, pedi o carro emprestado para a minha mãe. Então, a animação começou a desmoronar. Minha mãe descobriu que na sacola de lixo estava cheio das besteiras que tinha comprado e que a despensa estava quase vazia (ela tinha ficado fora de casa mais de uma semana com o namorado dela, e eu fiquei sozinha no apartamento. Ou seja, fiz a "festa"!). Eu sempre como escondido da minha mãe porque ela detesta que eu como desse jeito. Vira uma onça. Com razão também, que mãe quer ver a filha gorda, sem namorado e infeliz. Pois é, sou tudo isso, por isso que ela está sempre brava, não tem paciência comigo. Minhas compulsões por comida para ela são atos de fraqueza. Mas depois falo mais da minha relação com minha mãe.
Ela começou a gritar comigo por causa da descoberta e, na raiva, me chamou de vagabunda. Disse que eu não fazia nada, que tinha saído do estágio e não estudava direito. Saí do estágio voluntário sim e realmente não estou fazendo nada. Minhas aulas irão começar na próxima segunda-feira. Daí, você me pergunta: o que você ficou fazendo as férias inteiras? Fiquei dentro de casa comendo absurdamente, vomitando, assistindo televisão e fuçando a vida dos outros no orkut e facebook. Já que a minha vida estava tão chata, queria me deixar mais pra baixo olhando como os outros estão se divertindo em Diamantina no Carnaval ou fazendo intercâmbio no exterior.
Continuando o ocorrido de ontem. Nós brigamos feio, eu disse pra ela que se eu comia muito era porque estava com depressão. Troquei meu sapato de salto por um sem salto, saí correndo de casa chorando e fui para o ponto de ônibus. Eram oito e meia da noite. Tomei um chá de cadeira porque o ônibus só passava nove horas. Me deu uma baita vontade de fumar e comer. Mas como não tinha jeito de me auto-destruir comendo e vomitando, queria me destruir de outra forma. Eu tenho essa tendência auto-destrutiva. Quando eu entrei no ônibus, meu ânimo já estava abalado. Queria chorar, mas não me permitir. Daí fiquei tentando me distraír com um gatinho que estava na minha frente. Ele ficava toda hora se olhando no reflexo da janela pra ver se o seu cabelo estilo moicano estava arrumado. Detalhe: o cabelo dele tinha tanto gel que nem mexia. Me diverti um pouco com essa cena.
Cheguei no bar, encontrei minhas colegas da faculdade e bebi chopp. Não menti quando me perguntaram o que eu tinha feito nas férias e no carnaval (só omiti o fato de que vomitei pra caramba). O lugar era legal, mas estava cheio de garotos e garotas ricos e bem vestidos. As meninas, em especial, incluíndo minhas colegas, eram magras, baladeiras e alegres. Como sempre, me senti um patinho feio. Tinha ido de ônibus, estava sem salto e minhas roupas eram baratas. Voltei pra casa cedo. Durmi e acordei hoje nada bem. Enquanto escrevia aqui, já comi dois pacotes de bolachas recheadas, miojo com um pacote de patata palha e uma barra de chocolate. Agora me sinto muito cheia. Infelizmente a "mia" está chamando. Só peço a Deus pra me perdoa, jogo tanta comida fora, e tem tanta gente passando fome. Mas me sinto inútil em relação a compulsão. Ela sempre me vence. Eu me deixo vencer...

sábado, 12 de março de 2011

O que você prefere: gastar dinheiro comprando besteiras ou indo numa festa open bar?

Nesse dia que vi este vídeo no youtube, eu vomitei 5 vezes, no mesmo dia. Café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar. Estava tão desesperada que comecei a entrar na internet procurando por pessoas que também passavam por esse tipo de situação. Me identifiquei demais com esta moça que dá o depoimento no vídeo. Muito mesmo. Me senti muito aliviada por encontrar alguém que passou exatamente o que eu estava passando naquele dia. Uma compulsão terrível. Parecia que tinha um monstro dentro de mim que ordenava que eu lhe desse tudo que eu conseguia comer de uma vez só! Porém, ao invés disso ter sido um estímulo pra eu parar, me deixei levar novamente pela compulsão e vomitei muito naquele dia. Falei para mim que seria a última vez, que se eu quisesse comer muito, que eu aguentasse a culpa sem vomitar, porque minha garganta estava dolorida e os cantos da boca rasgados. Ah! Quem disse que eu aguentaria a culpa de comer feito uma louca sem colocar tudo pra fora. Então, o que eu fiz? Repeti a dose. Mas, parece que chega uma hora que o próprio corpo não te deixar mais vomitar muito. A cada vez, parece que fica mais difícil. Então eu tenho que machucar mais as minhas mãos para induzir o vômito. Não tenho coragem de colocar a escova de dente.
Hoje, antes colocar em prática a idéia de construir um blog, eu já vomitei o almoço. Ou seja, o monstro está desperto, porque quando se vomita uma vez, minha amiga, é difícil não vomitar mais o resto do dia. Daí, assisti de novo o vídeo dessa moça. E me lembrei que ser bulímica é muito dispendioso. Ela falou que foi ao Burger's King, ao McDonald's e depois em uma mercearia, só para comprar besteiras e depois vomitá-las. Isso me lembrou um final de semana que gastei quase R$100,00 comprando as mesmas porcarias, só para poder vomitá-las. Ou seja, quem é bulímico planeja quando quer vomitar. Eu poderia ter guardado o dinheiro e gastado em uma boate ou ido em 3 festas universitárias open bar. Mas não. Preferi ficar em casa, repetindo para mim como sou fracassada e comer tudo o que podia para vomitar depois. Mas eu acho que nem foi questão de preferência. Sei lá, ou foi. Mas nesse final de semana que gastei os R$100,00 parecia que estava cega. Eu só queria comer, comer, comer e chorar!

Bem, aí vai o link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Nbk1tII6IYg

Um beijo!

Primeiro post.

Olá!

Bom, este é o meu primeiro post no meu primeiro blog. Resolvi fazer um blog, confesso, foi por causa que entrei na onda da Bruna Surfistinha. Vi o filme dela semana passada. Li, também, o livro dela, o "Doce Veneno do escorpião". A Raquel Pacheco (a pessoa atrás da personagem Bruna Surfistinha) resolveu escrever um blog no momento da vida em que ela, Raquel, passava por uma forte depressão. Além do blog ajudá-la profissionalmente, era uma forma dela desabafar. E bom, resolvi copiar a idéia. Quero desabafar também.
O tema que vou tratar neste blog é bem batido. Bulimia. Acho que todo mundo sabe o que bulimia. Porém, quando se sofre dela, meus amigos, a última coisa que você quer comentar com alguém é que você tem ela. Ou melhor. É a primeira coisa que você quer comentar com alguém, mas faz parte da doença mantê-la em segredo completo. Você acaba criando uma segunda vida. Uma vida secreta, onde só você sabe que possui ela e sofre sozinha, calada! Quem tem a "mia" como companheira quase diária sufoca um grito de socorro. Eu sufoco um grito de socorro. Não tenho coragem de me abrir pra ninguém. Por isso, vim aqui no anonimato me abrir. Na verdade, não espero que meu blog seja um estouro como foi o blog da Raquel Pacheco. Só quero desabafar. Se por acaso alguém se identificar com as minhas histórias que eu postar aqui, vou ficar feliz em trocar experiências. Uma coisa eu quero deixar claro: não vim fazer apologia da bulimia, contando vantagem que conseguir ficar de jejum o dia inteiro e de noite comi duas pizzas inteiras e depois vomitei elas inteirinhas. Quero é conseguir me livrar desse monstro que está destruindo a minha vida.

Um beijo!