Boa noite, queridas pessoas.
Sim, hoje estou de bom humor. Conseguir fazer minha corrida antes da chuva e isso me deixou feliz. Quando estava voltando da corrida, toda suada, com nariz escorrendo por causa da gripe e toda feia, advinha quem eu encontro? O menino que sempre tive uma paixonite secreta no colégio e, posso dizer, que até hoje a tenho. Moro no mesmo bairro que ele, estudo na mesma faculdade que ele e nunca topo com o indivíduo em lugar nenhum. Até ja planejei ir numa festa que ele estava, só pra ver a pessoa. Então, sabe o que aconteceu? Ele e o amigo dele (que por sinal era muito gato!) viram que eu estava toda suada e feia e nem pararam para conversa comigo. Tá que eu e ele não somos amigos nem nada. Somos somente conhecidos que estudaram juntos. Ele só acenou com a cabeça, em cumprimento, e passou direto (eu já estava tirando o fone do mp3 pra conversa com ele). Na hora, não sabia se ficava chateada, aliviada ou ligava o foda-se. Sim, fiquei um pouquinho chateada, pois ele é uma paixonite antiga minha, que nem sabe direito que eu existo. Fiquei aliviada, também, porque estava toda suada e feia. Porém, até agora estou tentando ligar o foda-se. A primeira coisa que pensei foi em contar isso no blog.
Parece que existem dois "eus", dentro de mim. A Bárbara racional e a Bárbara irracional (que por sinal sempre aparece junto com o monstro da compulsão!). A Bárbara racional hoje me disse que eu deveria esquecer ele, virar a página, que só assim conseguiria me libertar do colégio, que acho tem uma influência negativa na minha vida. Guardo muito rancor de lá. Mas a Bárbara irracional insiste em aparecer para estragar a festa e fica pensando: "o que é que tem pensar nele. É uma amor platônico. Imagina você ficando com ele, como seria bom". Pois é, Bárbara irracional, mas isso não vai acontecer, mesmo que você queira, as possibilidades de isso acontecer são mínimas. Quero parar de pensar nas pessoas do meu colégio. Elas seguiram a vida delas e não ficam pensando em mim. Tá que eu queria fazer parte do grupo que até hoje são amigos desde o colégio. Esse menino que eu topei voltando da caminhada faz parte dele. Nesse grupo, faziam parte os mais bonitos e populares do colégio. Eu era o patinho feio sem amigos. Tanto que no 3º ano passei praticamente o ano inteiro sem companhia no recreio. Mas, também, por outros motivos (eu conto mais tarde), eu estava me isolando de todos.
Bem, estou caindo em cima do teclado de sono! Mas hoje, também, venci o monstro e segui a dieta. Mas, sempre vem a Bárbara irracional pensando: "depois da Semana Santa, você pode sair um tiquinho do regime, comer bobagens e vomitar". Será que nunca vou conseguir reeducar minha alimentação? Será que um dia esses pensamentos desestimulantes irão embora? Será que eu vou parar de sofrer tanto para poder emgrecer e manter o meu peso? Perguntas, perguntas, e onde estão as respostas...
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