segunda-feira, 18 de abril de 2011


Não tenho uma família. Cheguei a essa conclusão. Meu pai sumiu. Minha mãe não sabe ser mãe. Minha irmã mais velha é mentirosa e manipuladora, que ainda bem saiu de casa (rezo que seja para sempre). Minha mãe arrumou um namorado. Ela e ele, ultimamente, estão praticamente morando no sítio da minha mãe. Ambos gostam de lá. Portanto, estou morando praticamente sozinha. E sabem de uma coisa, estou adorando isso. A única pessoa da família que tenho contato é minha mãe, porque, de vez enquando, infelizmente, ela volta para casa. Não gosto da minha mãe. 

Como já disse minha mãe não sabe ser mãe. O dinheiro e o carro dela me são mais úteis que ela. Ou seja, se ela for embora também, tanto faz tanto fez. O problema se com ela for o dinheiro dela. Ai a situação complica pra mim! Rs! Não trabalho. Deveria trabalhar. Mas estou acomodada. Eu nasci no meio de um casamento que já estava desmoronando. Minha irmã que foi sortuda e nasceu antes do casamento dos meus pais começar a ruir. Eu nasci seis anos depois. Ou seja, meu pai, que também não sabe ser pai, já não suportava minha mãe. Minha mãe já estava humilhada e abalada com o eminente fracasso do casamento. Ela me disse que não sentiu as contrações do parto e eu nasci de cesárea. Ou seja, acho que já pressentia o desastre que ia ser minha vida. 

  Minha mãe é uma pessoa que sofreu bastante. É a mais velha de doze irmãos e ajudou minha avó a criar praticamente todos eles. Passou fome, estudou muito, saiu da sua cidade natal, foi humilhada no trabalho e na casa de pessoas que concordaram em dar moradia provisória para ela na capital. Enfim, comeu o pão que o diabo amassou, mas conseguiu subir na vida, passou em um concurso público, ganhou estabilidade e uma aposentadoria pra vida toda que cai direito na conta corrente dela. Infelizmente, casou-se um cara mais novo que só queria aproveitar o seu dinheiro. Teve duas filhas que, como diz ela, “não compram um chinelo pra mim. Só querem saber de me sugar, sugar, sugar!”. Hoje, com 60 anos, ela é uma pessoa extremamente amarga. E sabem de uma coisa, bem feito pra ela. Sinceramente, ela sempre foi o tipo de pessoa negativista. Não sabe olhar nada pelo lado positivo. A vida dela é boa. Mas ela acha a vida dela uma merda. Ou seja, ela não sabe viver. E coloca a culpa nos outros. Sou seu brinquedinho predileto. Todas as frustrações dela, ela descontava em mim e na minha irmã. Mas como a vaca mentirosa e manipuladora saiu de casa, sobrou pra mim. 

O passado da minha mãe foi sofrido. Mas nem por isso gosto dela. Não sou obrigada a gostar dela por causa do passado dela. Como já disse, quem me criou foi o dinheiro dela, não foi ela. Pra compensar a falta de talento para ser mãe, ela me mandava para o psiquiatra para tentar entender qual era o meu problema. Falta de base familiar é o meu problema. Minha irmã também sofreu com isso. Ela, assim como eu, não teve limites. Uma ladrazinha metida a orgulhosa e manipuladora. Minha mãe, coitada, por não saber ser mãe e falar “não”, criou esses dois seres inúteis que são eu e minha irmã. Ambas problemáticas e ambas ingratas. Igual o ex-marido dela. A frase “somos donos do próprio destino” me veio a cabeça. Se for mentira, a vida da minha mãe foi uma série de infortúnios. Mas se for verdade, bem feito pra ela que procurou a própria infelicidade.

Não estou justificando e nem colocando a culpa nos meus problemas nela (só alguns). Aliás, quero que ela seja bem feliz com o namorado dela, mas o mais longe de mim o possível. Sou uma pessoa negativa. E isso eu devo a ela, que me passou a mania de olhar as coisas pelo lado negativo. Mas, não quero ser igual a ela. Por isso, estou tentando me vigiar quando começo a ficar amarga e negativa. Aliás, estou bem amarga esses dias. Mas não quero ficar. 

Uma coisa engraçada. O namorado da minha mãe é tão negativo quanto ela. Os dois se merecem. Vão viver no sítio longe de mim. Mas, mãe, continua a mandar a minha mesadinha do mês que eu quero sair e eu preciso colocar gasolina no seu carrinho. E tomara que você se perceba velha o suficiente para parar de andar de carro e deixar ele só como usufruto meu. Critiquem-me o quanto quiserem. Não vou reler o que eu escrevi acima para não mudar uma palavra do que eu disse. Não quero amenizar nada. Como disse, não tenho base familiar, não gosto da minha mãe e minha irmã é uma decepção. Se fui dura demais no que eu disse é porque a revolta dentro de mim está grande e esse blog foi feito exatamente para eu desabafar.  

A atitude que estou tentando tomar agora é de tentar deixar para lá. Se guardar mágoas, vou acabar ficando igual minha mãe, amarga. Tenho pavor só de pensar. A única coisa que quero dela é a perseverança. Só isso. Pra mudar de vida.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A palavra hoje é: solidão.

(Ia começar meu post melancólico com uma palavra. Mas acabei de ver um vídeo no youtube do novo videoclip do Chris Brown e uns rappers ai, "Look at me now". Meu Jesus! Os caras cantam rápido pra caramba! Os rappers conseguiram cantar, falar, sei lá o que eles fazem, mais rápido que o Eminem! Muito foda! Mas estou com preguiça de olhar a letra no Vagalume. São tantas palavras por segundo que deve ter dado duas páginas só de lyrics. E com certeza, já até sei o conteúdo da música: mulher, dinheiro, palavrão, sexo, etc, coisas de enlatados norte-americanos, que, confeso, eu escuto e gosto!)

Solidão.Era esta a palavra que eu queria começar o meu post de hoje. O videoclip bagunçou meus pensamentos, mas vou tentar colocar aqui tudo o que queria escrever.

Hoje, me ocorreu o pensamento de ir ao cinema. Adoro filmes. Adoro ir ao cinema. Chegando no shopping, sabe o que costumo a fazer? Ir nas Lojas Americanas comprar um chips gigante, um pacote de biscoito, uma barra de chocolates e coca-cola. Chegou dentro da sala de cinema e sento nas cadeiras mais isoladas, para  as pessoas não perceberem que estou comendo muito. Como estou de regime e não posso comer tais porcarias, comecei a tomar birra de cinema, porque sempre me lembra a combinação chips-biscoito-chocolate-coca.

Como estou fazendo profundas reflexões sobre minha vida, parei para pensar porque que eu vou ao cinema. Ok, porque eu gosto de filme. Mas, não é só por causa disso. Eu busco o cinema, sempre sozinha, porque lá é o apice da minha solidão. E como me sinto incomodada com ela, eu como, para tapar o vazio. Sempre procuro o cinema quando me sinto mais sozinha. Não interessa aonde estou ou com quem eu estou, se sinto a presença da solidão eu corro para o cinema. Porque lá eu como e afasto a verdade: sou uma pessoa solitária.

Agora que eu descobri uma das raizes do problema, vou correr para a casa dos meus amigos, conversar com pessoas na rua, sair todos os finais de semana, porque assim eu não fico só! Eba! Mas, sabem de uma coisa, me acostumei com a minha solidão e realmente não sei se queria abrir mão totalmente dela. As pessoas me irritam, às vezes. Sério. Não é toda hora que eu gosto e quero conversar. Converso a hora que me dá vontade. Acostumei com o silêncio e, às vezes, gosto dele. Ficar sozinha não é de todo ruim assim. Independência para fazer o que quiser, sem ficar dependendo de ninguém e se limitando por causa de alguém. Por isso, não sei qual é o significado da minha solidão. Mas só sei que sou uma pessoa solitária e isso está me fazendo mal.

Não é por falta de companhia que me sinsto solitária. Posso estar rodeada de amigos num balada que me sinto solitária. Me acho diferente, feia, chata e fico querendo desaparecer. Posso estar junto da minha família, que é bem grande, que me sinto sozinha e incompreendida. Posso estar em qualquer lugar que me sinto solitária. Daí, eu me recolho no meu mundo, coloco o mp3 e desligo do resto. A música é uma forma de preencher minha solidão, também. Mas não vou abrir mão dela não! Ahh não! Meu mp3 não!!! Eu brigo, eu xingo, eu esperneio!!! Não, não, não! Neste quesito vou inventar todas as desculpas possíveis para não largar meu mp3. Posso, de vez enquando, dividir a música que escuto com meus amigos, mas amo escutar música sozinha. E na maioria das vezes, ela me destrai e eu não como!

Desculpem-me, mas vou ter que parar por aqui. Não estou conseguindo organizar os pensamentos. Estou ficando com sono e aquela música embaralhou o que eu queria escrever. Mentira. Não embaralhou nada. É porque acho que consegui resumi aquilo que vinha pensando o dia inteiro. Não vou filosofar hoje. Ontem estava demais! Sequei a fonte da filosofia! Rs!

Boa noite para todos!

domingo, 3 de abril de 2011

A sentença final.

Boa noite.

A juíza bate o martelo e declara a sentença: "Bárbara, você possui 10 meses para poder mudar radicalmente a sua conduta alimentícia e se reintegrar a sociedade como uma pessoa de hábitos alimentares saudáveis, corpo magro e mente sã, contados a partir do momento que você procurou a clínica de emagrecimento e sua mãe efetuou o pagamento da mesma. Já transcorreram dois meses desde a sua primeira entrada na clínica. Portanto, a senhorita dispõe de oito meses.”
Oito meses. Quando iniciei o tratamento me disseram que o ideal seria emagrecer nos três primeiros meses e os outros próximos seriam para apreender a reeducar a minha alimentação e manter o peso. Dois meses já se passaram e nem metade do peso que me dispus a eliminar eu perdi. Agora me restam oito meses.

Sempre fui aquele tipo de pessoa que deixa tudo para a última hora, que funciona sobre pressão. Daí, como tinha pouco tempo para executar alguma coisa, ficava estressada, brigava, mas no final, fazia. Nunca saia como eu gostaria. Sempre reclamava que deveria ter começado antes. Que se tivesse aproveitado o tempo que tive, essa tarefa poderia sair do jeito que eu gostaria. Um exemplo: quando tenho uma prova, vou enrolando, enrolando, até que chega um dia antes dela e eu ficou doidinha tentando estudar toda aquela matéria gigante. Tem gente que consegue essa façanha. Mas eu não consigo, e sei disso, porque estudo devagar, sou bastante distraída e tenho que ler várias vezes para poder entender. Não sou de decorar matéria. Aquilo que não entendendo, descarto. O problema é que existe prova que infelizmente cobra “decoreba”. Nessa, eu me f*!

A juíza, então, continuou: “Penalidades: passado o prazo sem o cumprimento do disposto à cima, não será desembolsado nenhuma quantia para a tentativa de um novo emagrecimento, e você deverá arcar com as conseqüências de virar uma pessoa gorda. Uma dessas conseqüências será de ter que pagar a própria cirurgia de redução de estômago, porque do jeito que a senhorita está comendo irá se transformar em uma pessoa bastante gorda, vulgo, “bolota””. Fiquei com medo. Bastante medo. Não quero virar uma “bolota”. Mas meu tempo está passando e ao invés de aproveitar ele para conseguir emagrecer e reeducar minha alimentação, estagnei outra vez, parei no tempo. Redução de estômago não é solução de longo prazo. A pessoa tem que reeducar a alimentação e a cabeça de gordo. E essa reeducação leva tempo. E meu tempo está acabando. Oito meses. Um vez, ouvi falar que o corpo demora um ano para se acostumar com a nova alimentação. Se isso for verdade, eu não estou dando chance para ele se acostumar. Todo final de semana, agora, virou farra de abusos alimentícios. E o pior (ou melhor, sei lá) parei de vomitar. Toda aquela porcaria que eu coloco pra dentro está sendo digerida e acumulada pelo meu corpo.

Mas, pergunta que não sei responder: se eu sei de todas as conseqüências da ingestão exagerada de comida, se eu sei que existe um vazio dentro de mim que não pode ser preenchido com comida, então, por que eu continuo a comer tanto? Falta de força de vontade? Preguiça? Acomodação? Arrumar desculpas para poder comer? Estou começando a achar que sim. Eu quero emagrecer. Isso é fato. Não existe mais dúvida sobre isso. Mas então, por que já acordo querendo comer muito, sendo que já sei que tipo de “fome” eu estou sentindo. Basta respirar fundo, toma água e limpar a mente de todos os pensamentos desestimulantes. Se sei disso, por que não faço? Parece que me exige uma força sobrenatural e eu acabo cedendo a fome. Meu Deus, por que estou sofrendo tanto para emagrecer? Não é tão sofrido assim? Eu me sinto bem comendo o que está no meu regime. Mas por que esse sofrimento, essa necessidade de ceder? Já dei o primeiro passo para a caminhada do emagrecimento. Mas a cada passada, parece que estou carregando um peso enorme, difícil de carregar, que me puxa para trás e eu cedo. Por que?

Ontem disse pra mim mesma que levantaria cedo para corre em um lugar que sempre quis correr. Acordei cedo, mas cedi ao sono e dormi até mais tarde. Quando acordei, me senti mal e frustrada, e por isso já iniciei o dia comendo muito. O fato de não fazer caminhada hoje deveria servir de estímulo para eu poder manter a dieta e não comer nada a mais, não é mesmo? Mas não. Arranjei a desculpa: “já que não fiz o que tinha planejado, vou comer!”. Eu radicalizei. E o pior, fiquei desejando ter dormido mais pra pode não iniciar tão cedo a minha comilança. Às vezes, acho que fico querendo ter pena de mim mesma. Quem sente pena se si mesmo são pessoas fracas. Será que eu quero ser uma pessoa fraca? Não, não quero. Sinto ódio de mim mesma por ter cedido ao monstro novamente. Deveria ter caminhado de tarde, visitado um colega, pegado o ônibus e passeado pela cidade, enfim, saído de casa. Mas não. Fiquei em casa me entupindo. Se eu sabia o que tinha que fazer, por que não fiz? Essa é a pergunta que não tenho resposta. Preguiça? Talvez. Faço exercícios durante a semana, no fim de semana queria descansar. Não gosto muito de visitar as pessoas. Pegar ônibus sempre me deu preguiça. Mas então, o que mais eu poderia fazer no final de semana para não ficar em casa? E por que ficar em casa não poderia ser prazeroso também? No final de semana tudo sai de órbita e eu volto ao ponto inicial da minha caminhada. Justo o final de semana que deveria ser prazeroso, pois eu saio da rotina, não tenho aula e posso dormir até mais tarde.

O que poderia substituir a comida para preencher o vazio dentro de mim? Essa é a grande questão. Descobri que parte do vazio dentro de mim deve-se ao fato de eu não me amar, de não gostar de mim mesma, de não me bastar. Parece que sempre carreguei um peso morto que atrasa a minha vida. Não quero envelhecer e ficar reclamando das coisas que não fiz. O que eu deveria fazer para gostar mais de mim? Eu nunca gostei de mim mesma. É como se você fosse obrigada a gostar de uma pessoa que nunca gostou. Para isso, você tem que se apegar as qualidades dessa pessoa, para tentar suportar ela. Agora eu entendi porque que os psicólogos me perguntam quais são as minhas qualidades. Para eu me agarrar a elas e começar a me suportar. Porque vai que me suportando eu acabe gostando de mim. Já parei para pensar seu eu quero gostar de mim, também. Não queria não. Me acho feia, gorda, burra, sem atrativos. Se fosse bonita, inteligente e magra seria mais fácil gostar de mim (rsrsrsrs). Mas sou obrigada a viver comigo mesma. E para sair dessa tenho que começar a querer ver alguma qualidade em mim. Não basta ver e enumerar quais são minhas qualidades. Tenho que acreditar nelas, querer aprimorá-las e gostar delas, para começar a gostar de mim. Acho que acabei de descobrir um princípio da psicologia. Rs! E sem ler nenhum livro de psicologia! A teoria se realizando na prática. Tenho que começar a dar mais valor aos livros teóricos que leio para meu curso. Mas que é chato ler teoria, isso é!

Acreditar. Não basta só saber que possuo o vislumbre de uma qualidade. Tenho que acreditar que a tenho e aprimorá-la. Acreditar que é possível eu emagrecer. Mas posso digitar a palavra “acreditar” milhões de vezes. Se intimamente eu não assimilar o seu significado, de nada vai valer eu saber que preciso acreditar. E também, não é de um dia para o outro que vou passar a acreditar que posso emagrecer. Mas estou começando a colocar fé em mim novamente. Eita, pessoa contraditória que eu sou! Queria ser mais simples, mais prática. Ficar filosofando, infelizmente, não vai me levar a lugar nenhum.

Bom, eu não disse quem é a juíza. Pois é. Ela é minha mãe. A sentença é o jeito delicado de ser dela comigo. Não tiro sua razão. Tenho pouco tempo para emagrecer e me reerguer. Ela não vai ficar mais pagando tratamento de espécie alguma para mim e eu também já estou farta de me submeter a esses tratamentos e não sair do círculo vicioso que me encontrava. Aos 21 anos idade estou tentando encontrar o chão da minha vida e o motivo da minha existência. Pena não ter feito isso antes. Sinto que joguei fora 21 anos da minha vida. Nunca vivi direito. Nunca fui feliz. Desde pequena coloco a culpa da minha infelicidade no meu peso. Mas vejo agora que coisa é mais profunda, que o vazio dentro de mim sempre existiu. Mas não quero ser uma gorda, gordinha ou cheinha feliz. Quero ter um corpão e ser feliz. Claro! Não estou correndo na esteira e malhando a toa. Que as conclusões que tirei hoje me ajudem nos próximos dias.

Beijos!  

sábado, 2 de abril de 2011

Um dia de chuva.

(Chuva + ótima tecnologia de energia elétrica da CEMIG = dois picos de luz, duas vezes meu computador desligando e duas vezes eu tentando escrever este post. Dedico ele à CEMIG, que com tanto carinho e dedicação, cuida da energia dos mineiros!)

Sabe quando você olha uma pessoa na rua ou um artista na televisão e pensa "eu quero aquela roupa" ou "eu quero usar aquela maquiagem". Daí, você compra uma roupa parecida e faz a mesma maquiagem e não gosta do que vê no espelho. Você fica frustrado, né?! Pois é, acho que estou descobrindo por quê. Acho que quando colocamos algo que nos outros fica bom e na gente não, é porque esperamos ser igual àquela pessoa. Posso estar errada. Mas aprendi a fazer uma maquiagem muito linda no youtube, uma que a Angelina Jolie usa. A moça que ensinou a maquiagem ficou linda tão quanto a Angelina. Daí, fui fazer a mesma coisa. Esperei que num passe de mágica ficaria com o mesmo rosto da moça do vídeo. Mas era só a mesma maquiagem no meu rosto. Não gostei. Não sou tão bonita quanto aquela moça. Mas eu gostaria de ser.

Boa noite para todos!

Acordei hoje, adivinhem? Com fome. Ok, todo mundo acorda com fome. Mas foi mais que uma fome fisiológica. Também foi aquele outro tipo de "fome", que estou tentando descobrir o que é. Ontem sai pra uma vinhada universitária. Fui de carro, me achando "a poderosa". Ô poderosa, mais da metade dos estudantes da sua faculdade tem carro. E carro próprio. Você usa o da sua mãe! Ai, ai!

Cheguei lá. Encontrei meus amigos e comprei uma vodka com energético. Ops! A minha nutricionista foi bastante proibitiva em relação à bebida. Mas mesmo assim, desobedeci, porque achei que se bebesse ia me divertir mais. Santa ingenuidade! A bebida subiu rápido e comecei a reparar o ambiente. "Hum! Vários engenheiros bonitos! Tô solteira e tô de bobeira! Vou começar a flertar. Nossa, mas olha a saia curta dessa menina! Hum, piriguete! Nossa, mas pra quê que aquela menina veio arrumada daquele jeito! Nossa, olha a amiga dela, arrumadaça também. Magras e bem vestidas." (já deram pra sacar que eu própria comecei a me sabotar!). Daí pra frente, galera, não consegui mais curtir a festa. Comecei a me achar inferior. As meninas, realmente, estavam muito bem arrumadas e eram poucas as que usava calça jeans(eu estava usando calça jeans!). Elas chamavam a atenção dos meninos e eu não. Só de alguns, mas eles estavam com cara de desesperados igual eu! Rsrs!

Dois ex-colegas meus do colégio estavam lá. E eu sabia. Vou confessar que não é a primeira vez que me planejo para ir no mesmo lugar que eles, só para poder topar com um deles. Consegui topar com eles lá na vinhada, mas aconteceu o que sempre acontece: cumprimentos de aperto de mão e só. Nem abraço e beijo no rosto tem. Só "toquinho" de mão mesmo e mais nada. Eu saio para o meu lado e eles para o lado deles. Sabem mesmo o que espero desse encontros? Que eles puxassem papo comigo, que achassem legal de eu aparecer na mesma festa que eles e, depois, a gente trocava telefones para poder sair para beber algum dia. Também, se algum deles quisesse me chamar para sair e rolasse alguma "pegação"(como diz uma colega minha), ia até gostar. Rsrs!! Até que eu podia puxar papo com eles, mas sempre que tento fazer isso fico me achando feia, chata e não consigo nem olhar para eles direito. E fica aquele clima desconfortável, porque parece que eles ficam querendo sair correndo e eu também! Coisa de adolescente isso, né?! Não sei por quê eu fico perseguindo eles. Eles estão nem aí pra mim. Nem sequer lembram que eu existo! E eu bobona, fiquei me importando pelo fato de não conseguir conversar com eles na festa, enquanto eles saíram para se divertir, nem se lembrando que eu estava na vinhada.

No final, só sei que estava doida para ir embora. Quando estava saindo, o estacionamento estava cheio de gente carros de som que tocavam ao mesmo tempo música eletrônica, funk  e axé. Um povo esquisito dançando igual no Axé Moi e nos bailes funks do Rio de Janeiro. Achei hilária a cena, mas morri de medo de rolar algum arrastão! Nunca tinha visto isso na faculdade: playboy e patricinha, de um lado, dançando eletrônica e de outro, jovens de classes menos avantajadas dançando funk e axé. Estes, com certeza, eram os mais animados. Estavam nem aí pra “playboyarada” e adoro quando gente esnoba playboy e patricinha.
Cheguei em casa de madrugada, mas consegui me controlar e comi só uma rodela de abacaxi. Porém, hoje de manhã, acordei com a tal fome que falei aí em cima. Tinha consulta marcada com minha psicóloga. Acordei atrasada, só para não ter tempo de comer muito no café da manhã e fui para a minha consulta. Depois que me consultei, acho que comecei a entender o que a psicóloga está querendo me dizer. Posso comer a padaria inteira. Não, a padaria não! O supermercado, o hipermercado, o mundo! O vazio sempre volta! Aliás, que vazio é esse que eu sinto? Eu não sei! Eu estou começando a achar que é solidão, mais frustração, combinado com falta de paciência e amor próprio. Nunca aprendi a me amar! Sempre fiz questão que os outros me amasse, mas eu mesma não me amo. Como que eu faço para me amar? Não sei. Sinceramente, eu não sei.

Aprendi a preencher o vazio com comida. Sempre foi assim. Mesmo agora, percebendo que comida nunca vai preencher o tal vazio, eu continuo comendo, sabe por quê? Porque não sei com o que preencher o meu vazio! Quando eu corro, o vazio vai embora e me sinto bem. Mas, mesmo assim. Posso correr da minha casa até outra cidade, que a partir do momento que parar de correr, não sei o que fazer comigo mesma. Não sei lidar comigo. Por isso, eu como. Não adianta só descobrir o meu problema, preciso saber resolve-lo. Mas não estou sabendo por onde começar. Estou mais perdida que cego em tiroteio. Por isso que, hoje, mesmo após a descoberta do vazio dentro de mim, eu me entupi de comida. Consegui controlar na hora do almoço. Mas agora de noite, já estou devorando a geladeira (pelo menos meu dinheiro está a salvo desta vez. A padaria já fechou. É, tem que rir pra não chorar mais!). Parei de vomitar. Minha garganta está um horror. Mas a balança vai me denunciar para a nutricionista e, confesso, que estou com medo dela saber que sai do regime. Ela está me ajudando bastante. Sinto que devo me esforçar por ela também. Não quero que ela perceba que estou dando desculpas para comer. Mas quero parar de arranjar desculpas e parar de comer tanto! 

Não posso desistir de tentar sair da situação que eu estou e reeducar meu emocional. E acho que Papai do Céu me mandou uma anjinha pra me ajudar! Ela me disse que estamos juntas nessa caminhada e que não estou só! Além de dedicar o post de hoje para a CEMIG (melhor energia do Brasil. Tá bom, eu acredito!), dedico para esta minha anjinha! Que mando um boa noite, também!

Bom, por hoje é só!
Beijos!